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Délcio diz que parecer jurídico o amparou na compra de computadores sem licitação

O prefeito Délcio Hugentobler (foto) defendeu-se nesta semana sobre a condenação imposta pela juíza Angela Martini em relação a compra

O prefeito Délcio Hugentobler (foto) defendeu-se nesta semana sobre a condenação imposta pela juíza Angela Martini em relação a compra de computadores sem licitação, ainda no seu primeiro mandato. O chefe do Executivo disse que a operação foi feita com amparo em parecer jurídico do advogado Hélio Cardoso Neto. Além disso, o prefeito acusou o advogado de ser o autor das denúncias sobre o caso no Ministério Público, em Porto Alegre. Na sua coletiva de imprensa, o prefeito argumentou que, quando assumiu o Executivo em 2001, os índices de investimento em educação definidos pela Constituição não estavam sendo cumpridos.  Na coletiva de imprensa, Délcio também se disse surpreso com a sentença divulgada na semana passada pela Justiça de Taquara, uma vez que, em 2007, decisão sobre o caso já havia sido tomada pela juíza Luciana Barcellos Tegiacchi. Naquela época, a magistrada havia entendido que não houve qualquer desvio de recurso público na compra dos computadores. O prefeito afirmou que recorrerá a todas as instâncias sobre o tema, garantindo também que ainda não foi notificado da nova decisão judicial.

Advogado se defende de acusações do prefeito
Em entrevistas à Rádio Taquara e ao Jornal Panorama, o advogado Hélio Cardoso Neto se defendeu na quinta-feira das acusações proferidas pelo prefeito Délcio Hugentobler. O profissional confirmou o parecer emitido a favor da dispensa de licitação para a aquisição dos computadores. Mesmo assim, disse que os documentos apresentados na época pelo prefeito para embasar o negócio sustentavam esta hipótese. Neto também confirmou que foi o autor da denúncia que resultou na investigação do Ministério Público, a qual resultou nos processos movidos contra Délcio.   “Foi até uma forma de prevenção a minha vida pessoal”, salientou. Hélio Cardoso disse que não conhecia os promotores do Ministério Público e acrescentou que estava acompanhado de outras duas pessoas no momento em que fez a denúncia à Promotoria. O advogado ressaltou que sua atuação no caso Iteai se limitou ao primeiro parecer, dado com base em documentação que sustentava a dispensa de licitação. Frisou ainda que possui 15 anos de atuação com direito público, jamais se submetendo a qualquer tipo de irregularidade.

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