Para uma região que pretende chegar ao status de primeiro mundo até 2020, em termos de saneamento básico, a primeira década do século XXI foi desalentadora, segundo o Censo Demográfico 2010 realizado pelo IBGE. Se por um lado o percentual de domicílios particulares com tratamento inadequado reduziu, por outro o número de domicílios com tratamento adequado também sofreu redução, ou seja, a precariedade continua. De quem é a culpa? Em primeira instância das administrações públicas que se sucedem e não conseguem montar um plano de longo prazo para tratar a questão do saneamento. Mas não podemos absolver a responsabilidade da sociedade, incapaz de cobrar de seus representantes um trabalho mais efetivo, prevendo questões como: a topografia, os tipos de solução, os custos, os impactos, a destinação, dentre vários fatores a serem analisados. Há também a responsabilidade do Ministério Público que pouco faz para impedir a ocupação das margens dos arroios e do rios que cortam a região. Um grupo de voluntários da Agenda Paranhana 2020 desenvolveu um projeto orientando a adoção do uso de fossas sépticas e caixas de gordura para que o esgotamento fosse realizado a nível local, com custos menores e menor impacto do que construir estações de tratamento de esgoto (ETE), mas, pelo que se sabe caiu no esquecimento e quem deveria de acolher pouca importância deu. Menos mal de que os estabelecimentos industriais têm adequado seu sistema de esgotamento, fruto da constante fiscalização da Fepam. Como se sabe, só vamos evoluir se aplicarmos o PDCA na ordem pública, planejando, desenvolvendo (executando), controlando (fiscalizando) e ajustando (corrigindo os desvios). Roger Fernando Ritter Presidente da Cics-VP
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