Alimentado com recursos descontados dos próprios servidores e com uma parcela paga pela Prefeitura, o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) sofreu um baque nas suas contas neste final de ano. O fundo deixou de receber, nos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro, além do 13º salário, o valor devido pelo Executivo. Com isso, a Prefeitura decidiu parcelar a dívida, estimada em mais de R$ 2,4 milhões, em 36 meses. O projeto foi aprovado na Câmara de Vereadores.
O assunto foi comentado pelo prefeito Délcio Hugentobler em sua coletiva de imprensa desta semana. O chefe do Executivo iniciou mostrando dados do bom desempenho das contas do fundo de previdência dos servidores nos últimos três anos, quando o saldo financeiro pulou de R$ 1,5 milhão em dezembro de 2008 para R$ 5 milhões em novembro deste ano. O prefeito fez questão de frisar que o pedido contido no projeto de lei é um parcelamento de uma dívida e não um empréstimo, uma vez que o Executivo não tomou dinheiro do fundo, apenas deixou de repassar. A polêmica rendeu inclusive uma reunião do chefe do Executivo, acompanhado do seu primeiro escalão, com os vereadores na segunda-feira.


