A Prefeitura de Taquara trava um duelo com a Cooperativa Regional de Eletrificação Teutônia (Certel) no pagamento das contas de energia elétrica. A cooperativa é responsável pelo fornecimento de energia em algumas localidades do interior de Taquara e, no final da semana passada, chegou a proceder um corte provisório no fornecimento, devido ao atraso no pagamento por parte da Prefeitura.
O problema foi relatado ao Panorama por moradores das localidades do interior, que procuraram a redação para falar do corte na iluminação pública. Protestaram, principalmente, em função de que continuam pagando em dia a Contribuição de Iluminação Pública (CIP), embutida nas faturas de energia elétrica dos imóveis. A principal queixa trazida ao Panorama foi de moradores de Tucanos, mas há registro de cortes em outras localidades.
No próprio dia do corte, a Prefeitura e a Certel firmaram um acordo. Na segunda-feira, o secretário de Gestão, José Alveri Pedroso, informou os termos do acordo e os motivos do atraso. Segundo ele, a Prefeitura tem uma liminar na Justiça que limita o pagamento para a concessionária Rio Grande Energia (RGE) em apenas 60% da fatura com a iluminação pública. O motivo são discordâncias nos valores cobrados. A Prefeitura tentou com a Certel efetuar o mesmo procedimento, ou seja, pagar apenas 60% da fatura. Contudo, a direção da cooperativa, segundo Alveri, não concordou com a proposta, explicando que seus custos não permitem a medida. Para tentar apertar o cerco na negociação, o secretário segurou os pagamentos da Prefeitura à cooperativa, em setembro, outubro, novembro e dezembro do ano passado. Contudo, agora a Certel resolveu apertar o cerco da Prefeitura, também, providenciando o corte na iluminação pública.
A medida da cooperativa obrigou a administração municipal a retomar os pagamentos dos meses do ano passado, os quais serão colocados em dia no decorrer deste ano. Segundo Alveri, ficou combinado que serão pagas a cada mês duas faturas, até que a situação se normalize. Um primeiro débito já foi quitado na última sexta-feira.
A Certel cobra também débitos da administração anterior, os quais estão sendo discutidos judicialmente. De acordo com o procurador da Prefeitura, Marcos Vinicius Carniel, existe o entendimento, por parte do Executivo, de que estes débitos já estão prescritos. A decisão final, contudo, caberá ao Judiciário.


