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Geração de empregos na região teve queda brusca em 2011

Dados divulgados pelo Ministério do Trabalho sobre a geração de empregos na região demonstram retração na economia do Vale do

Dados divulgados pelo Ministério do Trabalho sobre a geração de empregos na região demonstram retração na economia do Vale do Paranhana em 2011. De 5.240 empregos criados em 2010, este número caiu para 821 no ano passado, queda que alcança 84%. Os números são apurados por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), utilizado pelo governo federal para controlar as admissões e demissões das empresas.
Segundo os números, Igrejinha liderou o ranking da região na criação de empregos em 2011, com a abertura de 408 novas vagas. Em segundo lugar aparece Taquara, que abriu 374 novos empregos, tendo na sequência Rolante, responsável por gerar 202 novas vagas. Riozinho é o último município do Paranhana a ter saldo positivo, com a criação de 48 postos de trabalho. Já Parobé e Três Coroas sentiram os efeitos da retração na indústria calçadista. No primeiro município, o encerramento da produção na unidade da Vulcabras/Azaleia certamente contribuiu para que 170 vagas fossem fechadas. Já em Três Coroas, 41 vagas foram cortadas no ano passado.
Na avaliação do presidente da Câmara da Indústria, Comércio, Serviços e Agropecuária do Vale do Paranhana (Cics-VP), Roger Ritter, a falta de diversificação econômica regional é o principal motivo para a queda brusca na geração de empregos. “Divulgamos recentemente o peso da indústria calçadista local na geração de empregos: em Três Coroas esta atividade industrial representa 76,15% do total de empregos formais diretos; em Rolante 65,08%; em Igrejinha 64,77%; em Parobé 63,64%; em Taquara 25,52%. Os dados de Riozinho não estão disponíveis na base do Caged”, explicou. “O caso de Taquara ter menor predominância no calçado não significa que é diversificado. O problema de Taquara precisa ser observado com maior profundidade. Taquara tem uma falta de indústrias e chega a ‘exportar’ trabalhadores para as outras cidades. O comércio e os serviços regionais dependem quase que exclusivamente da indústria calçadista, assim, quando há uma redução ou estagnação nesta atividade, a região toda segue no mesmo caminho. Em 2011, em termos de calçados, o primeiro semestre foi bem positivo, chegamos a gerar mais de três mil empregos até junho, porém o segundo semestre foi muito ruim, na comparação com 2010, gerando a redução no ritmo da criação dos empregos”, acrescentou.
Segundo Roger, na maioria dos cenários apurados com os empresários calçadistas a tendência é de uma retração no primeiro semestre deste ano e o início da retomada a partir de julho. “Em matéria de diversificação, não há perspectivas de mudança no curto nem no médio prazo, pois não se verifica um movimento organizado e intenso na captação de novas indústrias, como também no desenvolvimento de indústrias locais, com raras exceções, isoladas”, opina. “A partir da Agenda Paranhana 2020 e da definição de projetos prioritários à diversificação da economia regional temos trabalhado na estruturação de uma rede de agronegócios (Rede Sabor Paranhana), em parceria com a Emater”, salienta. Além disso, Roger cita parceria da Cics-VP com o Sebrae para trazer à região o programa Sebrae 2014, que visa a identificar, disseminar e fomentar oportunidades de negócios para empreendedores tendo como visão a Copa do Mundo de 2014.

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