Em entrevista ao Panorama nesta semana, o secretário de Planejamento e Meio Ambiente, Jeferson Corá Lorenzão, explicou as alterações no projeto de reforma da Praça da Bandeira, cujas discrepâncias foram apontadas pelo Ministério Público no final de fevereiro. Segundo ele, a construção de um banheiro melhor provocou a redução de alguns equipamentos a serem instalados na praça. Mesmo assim, o secretário garantiu que não houve prejuízo, uma vez que o valor da reforma ficou o mesmo da multa aplicada à empresa responsável pelas obras.
De acordo com Jeferson, ao longo da execução do projeto decidiu-se que não poderiam ser utilizados os antigos banheiros da Praça da Bandeira, os quais, pela ideia original, apenas seriam reformados. Com isso, foi decidido que seria construído um banheiro novo, totalmente adaptado às regras de acessibilidade. Com este custo maior, foram suprimidos do projeto original alguns itens, como balanços, gangorras, cata-ventos, entre outros.
O secretário garantiu que não houve redução no valor do projeto (R$ 112 mil), uma vez que o banheiro exigiu investimento maior. Ao todo, a reforma da praça ficou no mesmo total devido pela empresa que descumpriu regras do Plano Diretor. Jeferson Corá reconheceu, porém, que a mudança não foi submetida previamente à Justiça, a fim de que fosse homologada. Recentemente, a Promotoria já havia informado ao Panorama que qualquer alteração que fosse feita no projeto teria que previamente passar pela análise do Judiciário. O secretário disse que o entendimento foi que a alteração era para melhorar o projeto.


