Caixa Postal 59
Esta postagem foi publicada em 23 de março de 2012 e está arquivada em Caixa Postal 59.

Um olhar sobre a vida

É incrível a forma como conduzimos a vida. Por vezes somos invadidos por julgamentos e apontamentos infundados, já que vivemos numa sociedade cruel e  injusta, com todos aparentemente preocupados. Alguns cidadãos, com seus conceitos retrógrados de valores, acusando e apontando erros como se fossem donos da verdade. Penso que os valores estão distorcidos, pois só se fala em direitos, e realmente os temos. Mas, pergunto: Onde ficam os deveres dos mesmos?  É tempo de avaliarmos nosso papel na sociedade. O que faço para colaborar com o crescimento humano? Jamais seremos os sabedores de tudo, aprendemos todos os dias, somos o resultado do que passou, e somos os semeadores do que colhemos. Projetamos o bem e o mal. Por vezes encontro pessoas acusadoras dos problemas sociais e cheias de contestações sobre o comportamento humano.
Talvez em algum momento tenham implantado tanto desafeto, maldade, crueldade, e horror em nosso habitat, que acredito que todos estes resultados aterrorizantes são nada menos que o reflexo da criação humana. Desde o nascimento já estamos comparando nossos filhos com outros, e frases aparentemente inocentes registram tamanha maldade: olha como nosso filho é lindo e gordinho! Comparando e menosprezando as diferenças, mostrando ao pequeno que ele é melhor, maior e talvez mais esperto. E é com este sentimento que criamos mais um cidadão digno de respeito? Muitas vezes o apresentamos à família com festejos regados de bebidas alcoólicas, um brinde a quem chega, são os exemplos de uma nova e moderna sociedade cheia de conceitos e ditos populares. Somos violentados quando nos deparamos com a hipocrisia, ou manifestação ostensiva de arrogância, desprezo e humilhações. Em nada valemos com o que temos ou aparentamos. Pode até parecer piegas, mas viva os poetas, artistas, músicos e pessoas de alma pura, interioranas, metropolitanas, pobres, ricos, crianças e idosos. Todos sem discriminação ou “pré-conceitos” insignificantes. E viva a vida, que podemos perder em segundos. E o que deixamos? Apenas marcas do que se foi…
Vera Regina Souza
Professora

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