A aluna Camila Pacheco, que cursa a sétima série na escola Rosa Elsa Mertins, do bairro Santa Rosa, em Taquara, aprende e participa normalmente de todas as atividades rotineiras do educandário. Lendo e escrevendo em Braile, Camila, de 13 anos conta com a ajuda de todos os professores e colegas, especialmente do professor de Braille, Leandro Pacheco, seu pai (foto).
Leandro se especializou na disciplina em 2007 e já atua como professor há três anos em Taquara e Parobé. Camila foi aprendendo juntamente com o seu pai e hoje já está familiarizada com o sistema baseado em 63 símbolos resultantes da combinação de até seis pontos em relevo. De acordo com Leandro, o aluno leva de dois a três meses para desenvolver a sensibilidade na ponta dos dedos e iniciar o processo de escrita e leitura.
Para participar do projeto Acontece na Minha Escola, Camila contou com ajuda da professora de língua portuguesa Keile Marcela Konzen no desenvolvimento de seu trabalho. Segundo Keile, enquanto os demais alunos visualizavam fotos de Taquara para abordarem em seu trabalho, as mesmas fotos eram descritas para Camila. Assim ela pode produzir o poema “A Evolução de Taquara”. Para escrever em sala de aula, Camila conta com a ajuda do Programa Dosvox, que auxilia deficientes visuais no uso das ferramentas do computador, ao ler o que diz na tela e quando as teclas são digitadas.
De acordo com a supervisora Fernanda Freiberger, são tomadas medidas de inclusão em casos especiais como o de Camila. Nestas situações de educação inclusiva, não se espera que a pessoa com deficiência se adapte à escola, mas que esta se transforme de forma a possibilitar a inserção do aluno.


