Os seis municípios do Vale do Paranhana têm um começo de ano violento, com número de homicídios elevados. Estatísticas divulgadas pela Secretaria Estadual de Segurança Pública mostram que, nos três primeiros meses do ano, os crimes de morte somaram 11 ocorrências na região. O montante corresponde a 73% do total de homicídios somados no Paranhana em 2011, que fechou com 15 ocorrências do tipo, além de um expressivo aumento em relação ao primeiro trimestre do ano passado, quando haviam sido registrados apenas dois casos.
Taquara lidera o número de crimes de morte, com sete homicídios e um latrocínio, segundo os dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública. Para o delegado Luiz Carlos Aguiar de Abreu, titular da Delegacia de Polícia taquarense, os números mostram uma anormalidade, tendo em vista que a frequência de crimes de morte em Taquara não costumava ser tão alta em pouco tempo. “Registramos na média cerca de sete a no máximo dez homicídios por ano”, pondera. Mesmo assim, o titular da Polícia Civil não aponta um motivo específico para o aumento dos casos neste ano.
Segundo o delegado, os crimes de morte, em especial homicídios, são difíceis de ser analisados, uma vez que podem envolver uma série de fatores, desde casos passionais, passando por desacertos entre quadrilhas e também problemas envolvendo o tráfico de drogas. É o caso de Taquara, onde aconteceram vários crimes desde o começo do ano. No primeiro crime de repercussão em 2012, a morte das irmãs Viviane Lima Maria e Jussara Lima, em janeiro, no bairro Empresa, a Polícia trabalha com a hipótese de crime passional. Noutro crime que chocou a comunidade, a morte do empresário Maurício Zambelli, a Polícia Civil registrou o fato como latrocínio (roubo seguido de morte), uma vez que a principal hipótese é de que o empresário tenha sido vítima de um assalto, que foi consumado, segundo o delegado, uma vez que a arma de Zambelli foi roubada.


