Do meu tuíter @Plinio_Zingano – A moderna Pedagogia insiste que as crianças conheçam a sua região. Ainda bem que Kepler, Copérnico e Galileu não sabiam desta bobagem.
NUA
A grande controvérsia desta semana foi a nudez da Carolina Dieckmann. Quem usa o computador a trabalho nem deu muita atenção para a informação. Para mim, era só mais uma mulher mostrando suas armas na grande luta darwiniana, como num script. Sim, pois o Charles – perdoem-me a intimidade os evolucionistas –, sem ser muito explícito quanto a este assunto, já o previra.
Na internete, agora deixando um pouco de lado o trabalho, leio que “Fãs de Carolina Dieckmann manifestam apoio à atriz” (Yahoo, 06-05-2012). Se tudo está mais ou menos como o previsto no texto, por que tanta celeuma? Por qual razão terá ela posado, não só nua, mas de vítima nesta história? Nua, todos viram, ela, evidentemente, posou!
Se Dieckmann não é a protagonista das fotos, como lembrou o escritor de telenovelas Aguinaldo Silva, insinuando a possibilidade de uma farsa fotográfica tipo fotoxope, não vejo por que ela deva se preocupar. Insisto, é o seu script ou o que a sociedade, inconscientemente espera de uma atriz bonita. Não sejamos hipócritas! Nós sabemos, neste festival midiático, os profissionais frequentadores de televisões e revistas, têm um grande aliado a sua carreira. Se for mulher e bonita, melhor (é inquestionável a beleza de Carolina). Não deem desculpas. Ninguém espera a atriz Fernanda Montenegro aparecendo destrajada de Eva, mas a Carol, desfilando sem roupas, é só perguntar por aí para a homarada.
Carolina Dieckmann, para mim, não tem qualquer importância, salvo no seu manejo da língua (epa!, parem aí! não é isso que vocês estão pensando!). Tenho a cópia digitalizada de uma capa da revista “Caras”, com uma foto sua – aliás, bem sensual – e com a chamada, citando nossa heroína em letras garrafais: “Quero engravidar este ano!”. Costumo usar essa capa na explicação, para meus alunos, do desaparecimento do adjunto adverbial de tempo, atropelado por um tresloucado objeto direto. Tanto que, entre os colegas mais chegados, Dieckman é conhecida como “a moça que quis engravidar o ano”! Para mim, ela é isso, apenas um erro de sintaxe.
Entretanto, apesar da minha pouca simpatia por ela, uma coisa é indiscutível: mesmo contabilizando a promoção conseguida com a situação, ela tem o direito de se sentir injuriada (ou de fingir; é boa atriz). Se, efetivamente, não houve autorização para a publicação das fotos, ela tem toda a razão de reclamar. Não se fala, aqui, de éticas e morais. Pelo menos não no sentido tradicional dessas atribuições. Estamos falando de direitos comerciais sobre aquilo que a atriz tem de melhor para vender.
Carol, estou com você e não abro! Pode levar adiante a representação!


