Representantes de corretoras de imóveis, arquitetos, engenheiros e gestores imobiliários estiveram participando na última segunda-feira, no Centro Educacional Índio Brasileiro Cezar, do encontro promovido pela Prefeitura de Taquara para avaliar a nova forma de cálculo do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU). No encontro também foram abordados a tipologia dos imóveis, a coleta seletiva, a identificação de ruas, a questão de alvarás de funcionamento dos condomínios, o geoprocessamento e as obras municipais.
Neste primeiro encontro com a categoria, o engenheiro civil, Luiz Fernando Moller (Chulipa), que presta assessoria à Prefeitura, informou sobre o novo cálculo do IPTU segundo a planta de valores genéricos de terrenos (foto). “O cálculo depende de um estudo técnico para que se possa avaliar quanto vale cada local. Será necessário analisar a estrutura de cada bairro e os atributos que valorizam o local, para que assim se possa elaborar um planejamento urbano para corrigir distorções tributárias”, afirmou. Através de fotografias, Chulipa apresentou algumas comparações entre residências localizadas no centro, em que se verificou claramente a injustiça na cobrança de valores quando comparadas a residências de bairros mais afastados.
Esta comparação também foi ressaltada pela arquiteta da Prefeitura, Miriam Pilger. Segundo ela, já está sendo elaborado o estudo que analisa a tipologia de cada edificação. “Com este novo cálculo, poderemos chegar num valor monetário real, indo ao encontro da justiça fiscal, cobrando de cada proprietário o que é justo”, salienta. Um dos recursos já utilizados pelo Município para auxiliar neste processo é o geoprocessamento. O diretor da divisão responsável por este serviço, Iuri Buffon, explicou que os mapas e os projetos elaborados pelo setor facilitam o trabalho. “É uma estratégia de operacionalidade que otimiza a execução das ações e auxilia os setores, as entidades, associações, os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e a comunidade em geral”, comentou.


