Polícia

Rippel: preocupação com mais de 1,4 mil inquéritos parados

O baixo efetivo na Polícia Civil também preocupa o prefeito de Ro­lante, Pedro Rippel, principalmente tendo em vista a falta

O baixo efetivo na Polícia Civil também preocupa o prefeito de Ro­lante, Pedro Rippel, principalmente tendo em vista a falta de previsão do governo do Estado para resolver o problema. Em entrevista ao Panorama nesta semana, Rippel demonstrou es­pecial inquietação com a situação dos 1,4 mil inquéritos que estariam para­dos na Polícia Civil da cidade. “Sem andamento às investigações, muitas pessoas sequer estão indo registrar ocorrência”, comentou o chefe do Executivo.

Segundo Rippel, a Prefeitura faz a sua parte no que pode para auxiliar as corporações policiais. Para a Delega­cia, o Executivo cede uma servidora municipal, que faz o atendimento ao público. “Temos o problema que nos finais de semana não contamos com plantão, e os casos precisam ser re­gistrados em Taquara”, acrescentou. “Nossa delegacia só está aberta para dizer que ainda não fechou”, analisou, avaliando, ainda, que anteriormente havia um delegado que atendia Ro­lante e Riozinho e hoje não existe ne­nhum titular para estas duas cidades.

Sobre a Brigada Militar, Rippel também demonstra preocupação com um efetivo que está 50% abaixo do previsto para a cidade. O prefeito de­monstrou apreensão com o início do funcionamento das câmeras de vigi­lância, cuja sala de monitoramento foi construída dentro do quartel da BM. “Temos o receio de não contarmos com PM’s para monitorar as ima­gens”, avaliou.

Para atrair mais policiais militares a Rolante, Rippel destacou o incenti­vo concedido pela Prefeitura no pa­gamento de auxílio moradia pago por meio do Conselho Comunitário Pró­-Segurança Pública (Consepro). “O governo estadual sempre nos diz que vai ver o que pode fazer para Rolante, mas até agora continuamos esperando reforço no efetivo das polícias”, fina­lizou.

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