Por uma triste ironia do destino, um lugar destinado à preservação da memória está lutando contra o próprio esquecimento em território de Taquara. É o Museu Arqueológico do Rio Grande do Sul, o popular Marsul, que vem sendo submetido a um processo crescente de abandono e hoje se depara com uma grande interrogação diante do futuro à frente.
O drama do estabelecimento, que está em vias de completar 42 anos de atividades no próximo mês de agosto, começa pela falta de uma direção. É uma situação que se arrasta desde o início de 2007, quando a professora Nilce Möller, que ocupava a função, foi destituída pelo atual governo estadual e ninguém mais foi designado desde então para substituí-la. Com isso, os funcionários da casa permanecem trabalhando praticamente à deriva, como é o caso do arqueólogo André Jacobus, que já soma longos anos de serviços prestados ao Marsul.
O fato mais grave são as infiltrações d’água que tomam conta dos dois prédios, a ponto de já comprometer as atividades. Recentemente, os funcionários foram obrigados a remover às pressas material que estava em exposição devido a uma verdadeira inundação que se formou no local.
Carregando programação ao vivo...


