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Programa habitacional do governo tem busca estável, mesmo com pouca oferta

O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, lançado em março de 2009 pelo governo federal com o objetivo de incentivar

O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, lançado em março de 2009 pelo governo federal com o objetivo de incentivar o financiamento habitacional em todo o País, facilitou o crédito e criou condições favoráveis que movimentaram o setor imobiliário. Não foi diferente em Taquara há dois anos. Atualmente, porém, o mercado estabilizou, de acordo com profissio­nais da área, que diagnosticaram falta de terrenos com preços mais acessíveis.

Segundo a equipe de corretores da imobiliária Alice Imóveis, hoje existe pouca oferta de imóveis. “Existe de­manda e o mercado está aquecido, po­rém, Taquara está com pouca oferta de terrenos com preços que fiquem ao al­cance de famílias com renda de até três salários mínimos. Os poucos terrenos que restaram estão em localidades dis­tantes do centro”, explicou Luis Felipe Luz Lehnen.

Existem pessoas que estão com o crédito aprovado no valor de R$ 60 mil, e mesmo assim não conseguem encon­trar um imóvel, relatou a advogada e corretora Adriana Gampert, da Alterna­tiva Imóveis. Já para a corretora Cristi­na Salim, da Faccillita Imóveis, existe procura, mas como a Caixa Econômica Federal está com regras mais rígidas, os negócios estão estabilizados. “Os opor­tunistas foram afastados com as novas requisições da Caixa. Os clientes estão mais exigentes e procuram os profissio­nais credenciados”, disse.

Para Ronaldo Wagner, corretor que atua junto à Correto Imóveis, alguns clientes são prejudicados com a demo­ra da Caixa em liberar o financiamento. “Os terrenos se valorizam muito rápido. E algumas vezes a Caixa leva de três a sete meses para liberar o valor do finan­ciamento”, afirmou. O valor alto dos terrenos, aliado a novas despesas, como o gasto com cartório, é o que afugentou alguns clientes, explicou ao Panorama o corretor Paulo Oliveira, da Viacava Imóveis. “Existem alguns terrenos dis­poníveis na Santa Maria, por exemplo, mas o pessoal fica com o pé atrás devido às cheias do Rio Paranhana”, explicou.

A corretora da Conceito Imóveis, Natália Zmuda, foi mais taxativa e também observou a falta de terrenos com valores mais acessíveis. “O Minha Casa, Minha Vida já virou ilusão para aqueles que realmente necessitam do financiamento. Até mesmo os condo­mínios estão com os preços muito altos. Com estes valores o mercado segue em­pacado”, encerra.

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