Eu, como cidadão nato de Taquara, me sinto no dever de demonstrar minha total indignação a respeito de uma situação que há tempos perdura sobre este município: o descaso perante nosso belo e relevante patrimônio histórico. Para os mais desavisados faço questão de repetir-me em letras garrafais: sim, nós temos um belo, relevante e eclético patrimônio histórico!
Ao contrário de outras cidades badaladas no cenário do turismo nacional, como Gramado, Canela e afins, aqui não se necessita construir edifícios (com materiais retirados da demolição de nossos prédios históricos) que reflitam a colonização européia de nossa região, para fazer chamariz para turistas, pois aqui já há o de mais original. Pergunto-me há tempos o que falta para a população e políticos da “capital do sorriso” se mobilizarem para transformar nossos prédios históricos nesta importante fonte de renda para tantos outros municípios, que é o turismo, não somente o turismo histórico, mas turismo no seu aspecto mais original – o lucro financeiro, pois o principal nossos bravos colonizadores já aqui o deixaram e gerações passadas já o preservaram, apenas o que se necessita é de políticas competentes e que assegurem a preservação e manutenção destes prédios.
E falando nisso (políticos e patrimônio arquitetônico), e a Casa Vidal, senhor prefeito e senhora secretária de Educação, Cultura e Esportes? Ela pertencendo ao município, e claro, a todos os taquarenses, não necessita de restauração? Ou deveremos esperar sentados em nossas “belas calçadas” até que em uma noite fria de inverno algum desavisado ateie fogo em seu interior para se aquecer? Talvez esta construção de aproximadamente 130 anos, como tantas outras, não resista à incompetência de uns…
Pensando melhor, dever-se-ia, talvez, “tombar” – no sentido de preservar, a inércia e o descaso da população taquarense como seu maior e mais imponente patrimônio histórico cultural, para que no dia em que nada mais restar, enfim poderemos olhar para o passado e bradar com orgulho para nossos filhos e netos: “Sim, nós falhamos!”
Tiago Ulrich Beneditto
Esta postagem foi publicada em 15 de junho de 2012 e está arquivada em Caixa Postal 59.


