Do meu tuíter @Plinio_Zingano – Existe um lugar em que todos se amam, esquecendo as diferenças de sexo, raça, religião, orientação sexual. Chama-se MOTEL.
A MÍDIA
Nós nos acostumamos com a palavra “mídia” e damos a ela o significado de televisão, jornal, revista e rádio. Tecnicamente, essa não é toda a verdade que ela carrega, mas, em termos práticos, para nossa vida diária, serve o conceito. É a parte que engloba a imprensa. Como logo se sabe, “imprensa” vai além do ato original de imprimir em papel. Antes do século XX, referia-se apenas a jornais e revistas, veículos de comunicação impressos. Foi quando os meios eletrônicos se imiscuíram na definição. Resumindo, a mídia que nos interessa, atualmente, é a que nos dá notícia e lazer através dos veículos de comunicação. Principalmente, a televisão.
Bem cedo, o homem descobriu a força descomunal da imprensa. É tanta que foi criado um epíteto para denominá-la: “o quarto Poder”, em alusão metafórica aos outros três das sociedades democráticas, o judiciário, o legislativo e o executivo. Mesmo sociedades pouco afeitas às liberdades individuais têm o primeiro, o segundo e o terceiro poderes. Falta-lhes, propositadamente, o quarto. Com essa falta, fica mais fácil comandar o povo (no mau sentido, é claro). Quando alguém dá mostras de fraqueza de memória a respeito da força midiática e tenta ignorá-la, a própria imprensa se encarrega de lembrar o esquecidinho. E é bom que seja assim. Em termos ideais, o quarto poder é uma segurança para a organização social, porque ajuda na fiscalização dos outros três, impedindo a cafajestagem e a bandidagem ao expor essas mazelas ao distinto telespectador/leitor.
Pena que nem tudo funcione segundo os moldes ideais. Quem tem poder, gosta de exercê-lo e a imprensa, tendo decidido pelo exercício, o executa com fúria. Vocês lembram-se de Rupert Murdoch, na Inglaterra? Para conseguir reportagens sensacionais no seu tabloide sensacionalista, corrompia e mentia. Talvez não ele propriamente, mas, como já é de domínio público, nem sempre o chefe sabe das pilantragens de seus subalternos (que o diga o presidente Lula, não é?). Jornais, revistas e televisões tentam mudar as realidades, usando verdadeiros trabalhos de fotoxope. E nessa briga, a coisa fede quando os digladiantes são, eles próprios, das mídias.
Recentemente, o Grupo Record atirou-se com garras e dentes ao pescoço da revista VEJA por conta da posição dessa última no caso do Carlinhos Cachoeira. Era uma vestal, defendendo tudo o que há de mais sagrado em nome da moral e da verdade. VEJA foi transformada em um… perdão, nos quatro Cavaleiros do Apocalipse.
Calma, estão todos no mesmo barco! A TV Record, pertencente àquele grupo, transmite imagens embaçadas para que não se vejam propagandas ou informações não explicitamente pagas e realiza entrevistas com pessoas em silhueta e vozes distorcidas (que não podemos identificar como reais). Ou seja: tenta mudar a realidade. Como qualquer representante da mídia.
E como nas guerras, a maior vítima continua sendo a verdade.



