E a família, como vai?
Esta postagem foi publicada em 20 de julho de 2012 e está arquivada em E a família, como vai?.

Responsabilidade!

Responsabilidade!

Queridos pais, creio que estamos vivendo um tempo de falta de responsabilidade por parte dos adolescentes e jovens.  Mas não posso culpá-los. Eles têm tantos direitos amparados por Lei.  Penso que, enquanto criança, eles realmente precisam brincar muito. Mas, quanto a poder iniciar no mercado de trabalho somente aos 16 anos, penso que aí está  um dos grandes vilões da nossa sociedade: o adolescente e o jovem com muito tempo ocioso para pensar bobagens, maquinar o que não deve.
Eu tive uma abençoada infância, brinquei muito. Fiz algumas artes, uma delas era furar a lata de leite condensado com um preguinho e ficar tomando golinhos escondidos. E lógico que não demorava muito para a lata ir vazia para a prateleira e, quando minha mãe ia pegar para fazer um bolo, era “discurso” na certa.  Eu também estava sempre com os joelhos ralados por causa dos carrinhos de lomba.
Aos 12 anos, iniciei um trabalho. Cuidava de duas lindas meninas no turno inverso da aula, eram filhas de uma querida professora. Com o primeiro salário, fui logo comprar um presentinho para a minha mãe. Que orgulho! Ainda com 12 anos fui trabalhar com carteira assinada em uma fábrica de calçados, onde conquistei a minha primeira bicicleta, depois um violão. Fui aprendendo com meus pais a valorizar o meu trabalho, administrar o dinheiro que ganhava e a honrar os patrões. Enfim, o meu caráter foi sendo moldado. Acredito que muitos leitores desta coluna têm histórias lindas de conquistas, ainda na adolescência.  E hoje quais são as conquistas dos nossos adolescentes?
O mercado esta cheio de ofertas de emprego, e onde estão os trabalhadores?  Talvez, maquinando “brincadeiras”.  Os dois jovenzinhos de 14 e 15 anos que colocaram fogo no galpão onde ficava a decoração do Natal Luz de Gramado falaram em uma das entrevistas que era apenas uma brincadeira.
Eu aprendi que o trabalho enobrece e gera responsabilidade!
Você já abraçou o seu filho hoje?

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