Embora não faltem teorias e estudos que comprovem os benefícios do trabalho complementar das mídias sociais nas escolas, na prática a interação entre elas não tem sido das melhores.
Algumas escolas se mantém alheias ao uso das redes sociais por alunos, a maioria delas é avessa à utilização, e raríssimas são as que sabem unir o útil ao agradável. Infelizmente, esta restrição generalizada acaba por construir uma cultura de uso clandestino das redes sociais, e inútil ao estudo. Os alunos não deixam de utilizar a internet, eles apenas fazem isto de forma escondida, infringindo leis, já que precisam utilizar via celular, e acabam por não direcionar este uso para o aprendizado, o compartilhamento do saber.
As escolas, de uma maneira geral, permanecem enraizadas em uma forma de ensino segmentada, fechada, porém este novo mundo tecnológico está em franca expansão, é impossível ignorá-lo. O papel das instituições de ensino é estabelecer formas produtivas de utilizar estas mídias tão diversas que por aí existem.
Expandir a visão e criar um campo de proveito destas tecnologias deve ser pauta de discussão entre professores e gestores escolares. As redes sociais podem e devem ser utilizadas como setor de interação, construção de conhecimentos e compartilhamento de ideias.
É claro que, sem planejamento prévio, é impossível fazer bom uso deste grandioso espaço de interação que é a internet. É preciso construir um bom embasamento pedagógico, pois estas mídias não são um material didático pronto, é preciso traçar a didaticidade delas. Neste ponto encontra-se uma grande dificuldade dos educandários, pois cabe a eles o papel de orientar os estudantes a transformarem o uso superficial que fazem das redes sociais, em um uso que favoreça o desenvolvimento de pessoas e o crescimento estudantil.


