Acabou em confusão e protesto, no último sábado, o corte de árvores procedido pela Prefeitura de Taquara na estrada Santa Rosa, no bairro de mesmo nome. O motivo foi a discordância de empresários com o corte das árvores, que estariam há mais de 25 anos plantadas no local. A Prefeitura alega que precisa fazer o corte em função de que a canalização e pavimentação da rua, que está sendo feita no bairro, prevê a passagem de canos justamente no local em que as árvores estão situadas.
A confusão ocorreu logo no começo da manhã do sábado, quando a equipe da Secretaria de Obras foi até o local para cortar as árvores, situadas defronte à empresa Pré-Moldados Taquarense. Foram cortadas seis árvores, mas outras quatro ficaram em pé. Uma filha dos empresários impediu que a Prefeitura continuasse os trabalhos. No meio da manhã do sábado, a empresária Walni Brentano acionou a reportagem do Panorama para conferir o caso. Junto com seu esposo, Elói Brentano, ela condenou o corte das árvores, avaliando que a Prefeitura demonstrava total falta de respeito com a natureza. Segundo o casal, a administração municipal estava descumprindo um documento firmado no ano passado, que previa o recuo do muro por parte da empresa e a manutenção das árvores no local.
Durante a semana, o procurador jurídico da Prefeitura, Marcos Vinicius Carniel, informou ao Panorama que existe um termo de acordo extrajudicial em que o Executivo realmente se comprometia a não cortar as árvores, desde que a Caixa Econômica Federal (CEF) autorizasse modificação no projeto de canalização da estrada Santa Rosa. A mudança seria para que os canos não passassem mais pela área ocupada pelas árvores. Contudo, como a Prefeitura não obteve esta autorização por escrito, decidiu fazer o corte das árvores.


