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Pesquisadores identificam paleotocas no trecho em duplicação da ERS-239

Uma equipe do projeto Paleotocas visitou Taquara, no último dia 2, para inspecionar os cortes de estrada criados pela duplicação

Uma equipe do projeto Paleotocas visitou Taquara, no último dia 2, para inspecionar os cortes de estrada criados pela duplicação da ERS-239, entre Taquara e Rolante. O objetivo da inspeção era a pesquisa de paleotocas, cuja existência no local tinha sido comunicada por duas pessoas que se interessam pelo assunto. Participaram da visita a estudante Mariana Almeida, que cursa geologia na UFRGS, além de Rafaela Nogueira, estudante de Ciências Biológicas da Unisinos, e Heinrich Frank, professor do Instituto de Geociências da UFRGS. O Projeto Paleotocas é uma iniciativa universitária interdisciplinar e interinstitucional que se dedica à pesquisa das paleotocas, que são túneis cavados por tatus e preguiças gigantes há mais de 10.000 anos.

No corte de estrada localizado a 5,1 km do entroncamento da ERS-239 com a ERS-20, a equipe encontrou uma paleotoca aberta. Trata-se de um trecho com 11 metros de comprimento que é a porção final de um túnel cujo comprimento original era superior a 40 metros. A entrada e a maior parte do túnel estavam entulhadas com argilas e areias, que podem ser vistas no trecho adicional de quase 12 metros ainda exposto ao longo do corte de estrada. Foi possível medir as larguras originais do túnel, que se situam entre 2,15 e 2,45 metros. Com estas dimensões, o túnel deve ter sido escavado por preguiças gigantes, segundo os pesquisadores. Devido à movimentação das máquinas pesadas na escavação do barranco, houve desabamento parcial do teto do túnel, com muitos blocos de rocha acumulados no piso. O final do túnel é redondo, com muitas marcas de garra nas paredes. No estado de conservação em que a paleotoca se encontra agora, com as feições de entupimento e desabamento, ela oferece um número mais reduzido de informações científicas.

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