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Uma história de doação e amor recíprocos

A educadora Maria Helena Scheffel, 66 anos, disse que quando estava grávida fez um pedido. Ela desejou que o seu

A educadora Maria Helena Scheffel, 66 anos, disse que quando estava grávida fez um pedido. Ela desejou que o seu bebê permanecesse com ela por um período maior de tempo. Quando o seu primeiro e único filho nasceu, ela teve duas surpresas: viu seu desejo atendido de uma forma inesperada e enfrentou o abandono do marido, quando este percebeu que a criança tinha síndrome de Down.

“Atualmente não me imagino sem o Marcelo”, afirmou ela. Hoje Marcelo Batista de Oliveira já está com 36 anos, e, segundo Helena, com certeza ele não vive sem a mãe. “Quando estamos na Igreja, sempre ao final da missa ele dá um jeito de ir até o microfone para gritar: minha mamãe”. De acordo com a educadora, sua vida não teria graça se não tivesse o Marcelo no dia a dia. “Muitas pessoas me acham alegre e feliz. Digo que é por ter um filho assim.  “Não entendo quando alguns dizem que estão com pena de mim. No dia em que não puder mais cuidar dele, vendo tudo que tenho e vou para um lar de idosos”, disse.

Maria Helena contou que sempre cuidou do filho sozinha, e que contou apenas com a ajuda de sua mãe, Sônia Leda, hoje com 88 anos. “Minha mãe sempre me ajudou com o Marcelo, até quando sua saúde permitiu”, ressaltou. contou que Marcelo é conhecido por todos na cidade, e que também o filho é muito amoroso.

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