Os Sindicatos dos Sapateiros do Vale do Paranhana estão buscando acertar o reajuste salarial deste ano em cerca de 8%. Considerando o mês de agosto como um momento crucial para acertar a transação, o consenso geral entre os líderes sindicais da região é de que a negociação será concluída somente no final do mês.
Para o presidente do Sindicato dos Sapateiros de Parobé, João Pires, a negociação, debatida na manhã desta quintafeira, quando foram discutidas 67 cláusulas, deve ser amparada pelo crescimento verificado no setor. Em Igrejinha, o presidente Arlindo José Rohde disse que neste ano o acerto do reajuste está complicado, pois foi proposto em assembléia 12% de aumento, mas até o início desta semana a entidade não havia recebido uma contraproposta. “Pelo contrário, nos enviaram uma série de reivindicações esdrúxulas, como proibir o uso de celular, que seria punido com justa causa, além de exigir um banco de horas. Querem também acabar com o copo de leite para os empregados que trabalham com produtos químicos”, estranhou.
“Tudo parado”. Com esta afirmação, o presidente do Sindicato de Três Coroas, Nelson Haag, respondeu quando questionado por Panorama sobre o andamento das negociações. Em Rolante, o secretário do Sindicato, Ênio Souza, disse que ainda não havia sido realizada nenhuma reunião até a manhã da última quarta-feira com o Sindicato Patronal. Acrescentou que a entidade representativa dos trabalhadores está atuando junto às portas das indústrias na conscientização dos empregados. Em Taquara, o presidente reempossado do Sindicato dos Sapateiros, Sílvio Kirsch, informou que a reunião sobre o dissídio ocorreria somente no final da tarde de ontem, após o fechamento desta edição.


