A operação intitulada Guarujá foi realizada ontem pela Procuradoria de Prefeitos. A investigação tenta descobrir um suposto esquema de desvio de recursos nos contratos referentes à coleta de lixo no município. Segundo o Ministério Público, existe suspeita de envolvimento da prefeita de Parobé, Gilda Kirsch, no esquema. Ontem, foram apreendidos documentos, computadores e 46 mil reais em dinheiro na ação, que cumpriu 29 mandados de busca e apreensão em vários locais de Parobé e em outros sete municípios. Invocando o sigilo do processo, o Ministério Público não divulgou mais detalhes da investigação, como os nomes das demais pessoas e empresas que estariam envolvidas no esquema. A ação de ontem contou com 145 policiais, oito membros do Ministério Público, dois auditores do Tribunal de Contas e mais de 40 viaturas.
Desdobramento da ação teve prisões por crimes envolvendo armas
O delegado de Polícia de Parobé, Rosalino Seara, confirmou ontem à tarde os casos envolvendo armas que tiveram origem nos mandados de busca e apreensão do Ministério Público. Num dos casos, foi apreendida na residência da prefeita de Parobé uma espingarda calibre 32. Por este motivo, foi autuado em flagrante o marido da prefeita, Cláudio Barros, que pagou fiança de um salário mínimo para responder ao inquérito em liberdade. Ele disse à Polícia que a arma era emprestada e que estava com ela porque recebeu ameaças. Na lancheria Xis Lovatto, na avenida Artuíno Arsand, foi apreendido um revólver, assim como na residência de Nadir da Silveira, o Zé do Ouro. Nestes dois últimos casos, porém, não houve prisão, mas os responsáveis vão responder ao inquérito policial.


