Mariane Marques de Oliveira, 18 anos, é solteira, natural de Joinville, Santa Catarina. Filha de Francisco Alves de Oliveira e Eva Marques de Oliveira, tem três irmãos: Josiane, Silvana e Marcos. É vocalista da banda The Hound Dogs, que estará lançando CD demo neste final de semana, e funcionária da empresa Claro em Taquara.
Conte-nos sobre como surgiu seu envolvimento com a música.
Quando eu era menor, os amigos dos meus irmãos faziam festas, levavam violão e às vezes esqueciam lá em casa. Eu aproveitava para pegar o violão, quando meu irmão saía de casa, e começava a tocar, mas acabava desafinando tudo. Com o tempo, fui prestando atenção em como eles tocavam e aprendi a fazer igual. Depois, o Alemão (Michael Fleck) me levou em um ensaio da banda Alerta Geral, da qual ele e o Júnior (Antônio Carlos Teixeira de Souza Júnior) faziam parte. Um dia peguei o microfone e comecei a cantar. Foi então que o Júnior me convidou para integrar o The Hound Dogs – banda criada anteriormente e pela qual já haviam passado músicos como Renato Velho, Tobias Falcão, entre outros. Entrei no grupo com 14 anos, já como vocalista, e assim permaneço até hoje.
Como se deu o seu gosto pela música dos anos 60, 70 e 80?
Eu já conhecia o estilo (com Elvis Presley, músicas da Jovem Guarda, como Estúpido Cupido, etc.) mas passei a gostar mesmo após entrar para a The Hound Dogs. Entre todas, prefiro as músicas dos anos 80, pois são mais dançantes. Gosto também de Nando Reis, Cássia Eller, The Police, Roxette, U2, Shania Twin, Capital Inicial, de tudo.
Quais são suas expectativas para o show no Motoshow, neste sábado?
São grandes, pois este é um público que curte mais o rock dessa época, que é bem o nosso tipo de música. Então, não temos aquela preocupação de “Será que vão gostar? Tomara que não fiquem paradinhos…”.
Fale sobre o rock no cenário atual.
A aceitação do estilo, principalmente por parte do público mais jovem, é bastante complicada. Mas quem gosta escuta o rock original, que não é tão “pesado”, digamos assim, ou o rock gaúcho, como TNT e Cascavelletes.
Quais são suas impressões de Taquara?
Até os sete anos morei em Joinville, mas gosto de Taquara e prefiro morar em cidade pequena. Aqui conhecemos praticamente todas as pessoas e é bastante fácil encontrá-las. Taquara é um município histórico, porém, é uma cidade para descanso, já que muitos não valorizam ou apoiam os eventos daqui. Também em função disso, não ocorrem muitas festas na cidade.
Como você se autodefine?
Sou perfeccionista, gulosa, sincera, brincalhona e carinhosa.
O que você gosta de fazer nas horas vagas?
Tenho pouco tempo livre em função dos ensaios para os shows da banda e ainda de um projeto solo que tenho em parceria com o Fagner Santos. Também estudo inglês e faço aulas de canto e violão, pois considero importante saber a parte teórica e estar sempre me aperfeiçoando. Nas horas vagas gosto de visitar meus amigos e sair com eles, ficar na internet e tocar violão.
Cite uma lembrança marcante: Meu irmão foi quem me deu o primeiro violão e sempre me incentivou. Algo que me marcou bastante e que senti muito foi a ida dele para Portugal. Contudo, ele ficou por um ano lá e, em seguida, retornou.
O que um homem precisa ter para chamar sua atenção?
Precisa ter atitude, ser inteligente, sincero e romântico.
Quais são seus planos para o futuro?
Terminar meu curso de inglês e às aulas de canto e violão; dar sequência ao meu trabalho com a música, pois pretendo viver dela; além de fazer faculdade na mesma área.
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