Caixa Postal 59
Esta postagem foi publicada em 23 de novembro de 2012 e está arquivada em Caixa Postal 59.

Mobilização X Ineficiência

Nos últimos tempos temos visto o Procon e outros setores que fiscalizam os serviços prestados à comunidades, como é o caso das telefônicas, TVs por assinatura, planos de saúde, serviços bancários, entre outros, atuarem de forma decisiva para melhorar as condições dos serviços em questão, pois a população vem sendo vítima dos mais incríveis desmandos e situações inaceitáveis, seja no serviço propriamente dito, como na cobrança irregular e uma série de outras irregularidades. O resultado é que as empresas em questão estão sendo obrigadas a melhorar os serviços, sob pena de serem multadas.
Em Taquara, chama a atenção a empresa responsável pelo fornecimento de energia elétrica, a RGE, pois tantos são os casos relatados sobre ineficiência, falta de boa vontade e um tipo de “atendimento padrão” que em nada contribui para a satisfação do cliente. “O sistema” da empresa recebe o pedido, analisa e só depois disso toma as providências para a efetivação do serviço solicitado. Passam-se os dias e a informação sempre dos atendentes é que o prazo para a ligação é de tantos dias e que nada pode ser feito para agilizar.  Qualquer reclamação deve ser feita por um telefone 0800, isto é, onde o usuário vai ter a resposta padrão para sua pretensão. Poderíamos enumerar uma série de exemplos acontecidos nos últimos tempos, quase que diariamente, mas o espaço seria pequeno demais para a listagem dos casos de descontentamentos da população taquarense.
Diante disso, penso que chegou a hora das nossas autoridades constituídas, entidades de classe, poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, bem como outras entidades como CDL, Associação Comercial, sindicatos, imprensa, entre outros, mobilizarem-se e exigir da RGE uma explicação razoável para as reclamações. Somente uma mobilização forte pode contribuir para que o usuário deixe de ser um refém “do sistema” proposto pela RGE no atendimento ao seu cliente. Os casos de descontentamentos não se tornam públicos porque o prejuízo fica no aborrecimento, “não valendo a pena” denunciar por causa da sutileza da situação.
Entendo que a RGE tem objetivos definidos de prestação de serviços, incluindo presteza, rapidez, eficiência, boa vontade e lucro. Porém, na prática, parece que não é isso que a mesma busca no seu usuário, cada vez mais descontente, sem ter a quem recorrer para agilizar uma simples ligação de luz, ficando atrelado ao ‘sistema’ e resposta padrão da empresa. São tantos casos que chego a pensar que a RGE está prestando um favor a quem lhe procura, pois não vi nada que possa provar o contrário.
Por ser um serviço público, embora a empresa seja privada, a RGE deve explicações à comunidade e, quem sabe, rever sua filosofia de atendimento, afinal se é uma empresa que visa o melhor para si (lucro), é natural que isso deve ser buscado com eficiência e satisfação da população.

Herivelto Cunha
Jornalista/Radialista

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