Colocadas nos postes desde o final de julho, as 20 câmeras de vigilância de Taquara ainda não estão em funcionamento. O prefeito Délcio Hugentobler confirmou, nesta semana, que a pendência envolve uma negociação com a concessionária Rio Grande Energia (RGE), que estaria se negando a fazer a ligação elétrica dos equipamentos. A medida, na avaliação do prefeito, é uma represália ao não avanço da negociação para o pagamento dos débitos da Prefeitura com a empresa. Atualmente, das 20 câmeras, cinco estão ligadas à rede de energia, enquanto as demais aguardam este procedimento para poderem funcionar. Segundo Délcio, a RGE sempre tem feito a alegação de que a Prefeitura está em débito, por isso não pode fazer as ligações. Mesmo com o atraso para o início de funcionamento das câmeras, Délcio disse que, na próxima semana, os profissionaias que vão operar os equipamentos deverão passar por treinamento, utilizando as cinco câmeras que estão em funcionamento. Destacou que este treinamento será bancado pela própria empresa que venceu a licitação para a instalação dos equipamentos, e ocorrerá na sala do Gabinete de Gestão Integrada Municipal da Segurança Pública (GGIM), junto à antiga escola CNEC. Estão convidadas para participar todas as entidades da área de segurança pública, como as corporações policiais e instituições judiciárias.
RGE atribui atrasos a falhas nas entradas de energia
Consultada por Panorama sobre os problemas que envolvem a instalação das câmeras de vigilância, a concessionária Rio Grande Energia (RGE) enviou nota à redação. Não confirmou que os atrasos tenham a ver com os débitos da Prefeitura em relação às faturas de energia. Disse, porém, que os problemas são decorrentes de falhas nas entradas de energia das câmeras. A RGE não deu prazo para que o problema esteja resolvido.
Inicialmente, a empresa se limitou a informar que os débitos da Prefeitura se tratam “de uma relação comercial entre a RGE e o Município”. Por este motivo, a RGE não informou quanto o Executivo deve à empresa. Sobre a não ligação das câmeras, a RGE disse que “as ligações não foram efetuadas devido às deficiências técnicas no padrão de entrada de instalação da unidade consumidora. No dia 13 deste mês, foram ligadas cinco câmeras. Estas, tiveram as condições necessárias efetuadas para que as ligações fossem possíveis”, explicou a companhia.
A RGE diz ainda que uma resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estabelece o prazo de dois dias úteis para novas ligações. Contudo, a concessionária acrescenta que as deficiências impediram a ligação e que a Prefeitura informou somente na segunda-feira que as deficiências foram corrigidas, solicitando a ligação de 13 câmeras. “O atraso não é de responsabilidade da RGE, mas do Município. À medida que a Prefeitura efetua as correções e comunica a concessionária, são feitas as ligações. O que já ocorreu com cinco câmeras. Se as entradas de energia estivessem corretas, as câmeras teriam sido ligadas na primeira semana de setembro, quando a equipe foi ligar pela primeira vez, mas não havia condições de efetuar as ligações”, completou.


