Desencadeada em 3 de setembro deste ano, a Operação Guarujá teve desdobramento divulgado nesta sexta-feira pelo Ministério Público. O órgão informou, em nota oficial, que denunciou 16 pessoas pelos crimes de formação de quadrilha, fraude na licitação para os contratos de coleta e transporte de resíduos sólidos urbanos de Parobé, corrupção ativa e passiva. Entre os denunciados, está a prefeita Gilda Kirsch, que terá de responder por crime de responsabilidade, segundo o Ministério Público.
A Promotoria informou, também, que denunciou o marido da prefeita e ex-titular da Secretaria de Gestão e Controle, Cláudio José Vitt Barros, além do secretário do Meio Ambiente, Nadir José Rosa da Silveira, à época da Operação Guarujá titular do Desenvolvimento Econômico. Também foi denunciado à Justiça o vereador eleito Vandro da Silva (PR) e os representantes das empresas Transportes JC Lopes, Sil Soluções Ambientais, Daí Pra Conservação e Limpeza e Komac Rental Locadora de Máquinas.
De acordo com a nota oficial, a denúncia é assinada pela coordenadora da Procuradoria de Prefeitos, Eva Margarida Brinques de Carvalho, e pelos promotores de Justiça Josiene Menezes Paim e Fernando Sgarbossa. Nas investigações, segundo o MP, foi contabilizado, até o momento, desvio de verba pública superior a R$ 1,5 milhão, além da propina aos agentes públicos, que variava entre 6% a 20% dos pagamentos realizados à empresa JC Lopes, que alcança R$ 4,3 milhões entre abril de 2009 e outubro de 2012. O total desviado seria de R$ 5,8 milhões.
A Promotoria informou que as investigações terão prosseguimento para a apuração do total desviado, bem como os delitos de lavagem de dinheiro e agiotagem, entre outros. O procedimento investigatório criminal sobre o caso teve início em novembro de 2011, na Promotoria de Justiça de Parobé, e foi encaminhado à Procuradoria de Prefeitos em maio de 2012 devido ao envolvimento da prefeita.
A Operação Guarujá, deflagrada em 3 de setembro deste ano, contou com a participação do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e teve apoio da Brigada Militar, Polícia Civil e Tribunal de Contas do Estado. Na ocasião, foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão nas cidades de Parobé, Taquara, Torres, Alvorada, Santo Antônio da Patrulha e Porto Alegre.


