Roberta Corrêa, 32 anos, é solteira e natural de Lagoa Vermelha. Tem uma filha, Ana Luisa Corrêa Monteiro, de cinco anos, é formada em Artes Cênicas e estudante de Letras na Faccat. É uma das proprietárias da loja Criativa, de Taquara.
O que representa estar à frente da Criativa?
Atuar na loja é uma realização. O local me lembra muito a minha avó, pois aprendi a fazer tricot e crochê com ela. Sou a continuação da minha avó, embora haja coisas que não aprendi, como costurar, por exemplo. Além disso, também fiz um curso de fuxico junto com a minha mãe e achei ótimo, pois eu e ela ficamos muito unidas. Agora, eu fico triste quando chega o final de semana, porque tem que fechar a loja. Eu adoro falar e lá estou em contato com bastante gente. Com isso, passo a conhecer mais pessoas.
Qual é a importância dos trabalhos manuais e como eles são vistos hoje em dia?
Para mim, é uma terapia, pois, ao mesmo tempo que você vai fazendo o trabalho, vai se organizando internamente. Quando fazemos cursos ou trabalhamos junto com outras pessoas, é uma oportunidade de conversar, desabafar. Cada ponto que dá, vai arrumando a você mesma. E quando fica bonito, parece que arrumamos algo dentro de nós. O filme “Colcha de Retalhos” fala sobre essa organização interna que o trabalho manual nos proporciona. Acredito que, hoje, saber fazer trabalhos manuais não significa ser uma mulher prendada. Até porque, em função de estarmos todos iguais, já existem homens que vão na loja comprar material, meninos que fazem pulseiras de miçanga.
Antes de trabalhar na Criativa, que outras atividades você desempenhou?
Sou formada em Teatro pela Tepa – Teatro Escola de Porto Alegre. Por conta disso, participei de algumas peças. Depois, comecei a trabalhar com maquiagem (fazia produção para fotos e comerciais). Em seguida fui para Goiás, onde montei um café. Lá também atuei como massoterapeuta e ainda fui professora de 4ª série. Há três anos vim para Taquara, onde fiz alguns estágios na área de educação e, depois, assumi a loja juntamente com minha mãe e minha prima. Atualmente participo do grupo de teatro da Faccat. É sempre bom exercitar os conhecimentos. Fizemos o Conexão Faccat para receber as escolas e a Ângela Gonzaga (responsável pelo grupo) é muito legal.
Quais são suas principais características pessoais?
Sou comunicativa e autêntica.
O que você gosta de fazer a título de lazer?
Adoro ver filmes, passear em cachoeiras, conversar. Também gosto de conversar, comer e dormir.
Quais são suas impressões de Taquara?
Taquara é uma cidade superbonita, apesar de ser suja. Acho lindos os prédios históricos, mas culturalmente ainda não temos muitas opções. Acho excelente para quem tem filhos pequenos, pois é uma cidade tranquila, tem bons colégios e é próxima tanto de Porto Alegre quanto da praia. A Faccat também é uma faculdade ótima.
O que mais lhe preocupa em passar para sua filha?
A educação, porque ela é o início de tudo. Tanto na escola quanto em casa, é por ali que se começa a formação de um cidadão.
Uma lembrança marcante na sua vida: o nascimento da minha filha Ana.
O que lhe tira do sério: a mentira.
Quais são seus planos para o futuro?
Ver a loja crescer e se desenvolver e me formar em Letras.
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