Paralelas
Esta postagem foi publicada em 1 de fevereiro de 2013 e está arquivada em Paralelas.

Poema do por que

Por que elegem, os meninos,
as poças para pisar?

As moças, por que as evitam,
se os pés lhes ardem nas alturas?

Se pudessem, os velhos voltariam às poças,
ou pelas moças, quem sabe, arderiam?

Será para não guardar mágoas
que meu cão me morde à toa?

Existe mesmo alguma maldade
no jeito de uma mãe amar?

Atenua a dor do vizinho
saber que a minha é maior?

Será que espreitam enormes criaturas
decidindo se é hora de nos pisotear?

Suspeitarão as formigas
do que lhes podemos impingir?

Somos mesmo criaturas divinas
ou meras peças de cadeia alimentar?

(Homenagem à minha neta Valentina,
que atingiu a insaciável fase dos por ques)

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