Vânia Francisca Dietrich, 56 anos, é natural de Canela. Casada com Paulo Roberto Dietrich, com quem tem três filhos: Paulo Roberto Dietrich Junior, 30 anos, Débora, 28 e Andrei, 22. É pós-graduada em Administração e Supervisão Escolar e atua como diretora da escola Felipe Marx (Polivalente), de Taquara, há oito anos.
O que representa para você ser diretora de um educandário?
Muita responsabilidade, no sentido mais amplo dessa palavra, e muitas noites sem dormir. Os pais entregam para a administração da escola a responsabilidade pelos filhos. São 1.200 estudantes, cada um com uma carga bastante grande de problemas, com os quais o colégio sempre se envolve, pois nossa função não termina quando os alunos vão para casa.
O que mais te preocupa na educação?
É a falta de perspectiva dos alunos. Eles só vêm estudar para ter o comprovante de que concluíram o ensino médio. São pouquíssimos os que realmente querem aprender. E, também, com os poucos recursos que o governo nos repassa, conseguir colocar a escola em um mesmo patamar que as municipais e particulares, com tecnologia e segurança.
Você é conhecida como Professora Chiquinha. Como surgiu o apelido?
Foi um aluno que começou a me chamar assim, quando descobriu que meu segundo nome é Francisca. Tenho esse nome em homenagem à minha avó materna, que também era professora e igualmente conhecida por esse apelido. Existe até uma escola, no interior de Caxias do Sul, que se chama Professora Chiquinha, também em homenagem à minha avó. Ter esse apelido é algo que me orgulha muito, porque, antes de ser professora e diretora, sempre procurei ser amiga e acredito que o apelido aproxima mais as pessoas. Além disso, muitos fazem confusão, pois não sabem que a Vânia é a Chiquinha.
Quais são suas impressões de Taquara?
Gosto muito de Taquara. Vim para cá quando tinha sete anos. O que me preocupa muito é a falta de indústrias e da possibilidade de emprego na cidade. A cada ano vemos duzentos alunos se formando sem terem perspectivas de trabalho.
O que mais te preocupou na criação dos filhos?
Sempre me preocupei em ensiná-los a caminhar sozinhos e, mesmo que já tenham 30 anos, a preocupação de mãe é constante.
Como você se autodefine?
Sou uma pessoa ansiosa e não deixo nada para depois. Sou também muito simples, extremamente disponível, normalmente bastante calma, mas tenho muitos defeitos e brigo muito com a minha balança.
Como conheceu o Paulo e o que mais admira nele?
Éramos colegas de aula no Cimol. Começamos a namorar quando nos formamos no ensino médio. Depois de sete anos, nós nos casamos. Admiro a paciência e a calma dele.
Quais são seus planos para o futuro?
Ter muitos netos. Por enquanto, tenho duas sobrinhas, a Érica e a Cecília, que, para mim, já têm um “cheirinho” de neta. Mas ser avó de verdade é o meu sonho. Talvez aí eu pense em me aposentar, mas, enquanto isso não acontece, pretendo permanecer na escola, pois tenho muitas coisas para buscar e melhorar sempre.
Estilo Musical: romântico. Roberto Carlos, Elis Regina, Marina…
Uma habilidade: tenho uma capacidade muito grande de memorizar números de telefone e senhas.
Um lugar: Meu sonho era conhecer o Rio de Janeiro. Depois que fui, continuei querendo voltar lá, para conhecer também a Rocinha.
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