Com função constitucional de cuidar da elaboração de novas leis e principal atribuição de fiscalização dos Executivos, os organismos Legislativos, em todo o Brasil, vêm chamando a atenção por seus gastos elevados. No plano federal, a Câmara dos Deputados se obrigou, recentemente, a dar explicações por conta de altos custos com a reforma dos luxuosos apartamentos funcionais concedidos aos parlamentares. Não é diferente no Vale do Paranhana, em que os gastos das Câmaras de Vereadores se mostram altos. Panorama lança, nesta edição, uma lupa sobre os custos dos Legislativos em 2012.
Os dados foram compilados pela reportagem por meio do site do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que recebe as informações das próprias Câmaras. Como tradição que vem se mantendo há alguns anos, Taquara e Parobé estão na dianteira nos gastos das Câmaras. Ao todo, os Legislativos do Paranhana custaram, no ano passado, R$ 7.500.911,86. Este foi o valor desembolsado, mas ainda ficaram restos a pagar na ordem de R$ 39.018,18, que terão que ser quitados neste ano, mas são referentes a compromissos assumidos no ano passado.
Taquara teve o Legislativo mais caro em 2012. A mais econômica da região, em números totais, é a Câmara de Riozinho. Contudo, se for levada em conta a divisão do custo total pelo número de habitantes, o Legislativo mais econômico continua sendo o de Três Coroas. Riozinho, então, inverte a posição e assume a dianteira no ranking de gastos, neste critério (veja dados na tabela). Em média, as Câmaras da região custam R$ 40,48 por habitante.



