A estrutura construída há 166 anos pelo colonizador da região, Tristão José Monteiro, que ficou conhecida como Casa de Pedra, foi o primeiro prédio de alvenaria da Colônia do Mundo Novo. Levando um ano e meio para ficar pronto, o casarão serviu de posto comercial e abrigo aos viajantes que passavam pelo local, e para os primeiros colonos que foram povoando a região.
De acordo com as correspondências de Tristão Monteiro, que estão no Arquivo Histórico do Estado, a Colônia foi fundada em 7 de outubro de 1846, com o início da venda de lotes na sequência. Os lotes compreendiam as terras onde hoje estão localizados os municípios de Taquara, Parobé, Igrejinha, Três Coroas, Gramado e Canela. Na construção da estrutura, foi empregado o uso de pedras de arenito, trazidas de uma pedreira localizada próxima à estrada da Picada Francesa. As pedras eram transportadas em forquilhas de madeira de lei pelos escravos.
Localizada no bairro que hoje leva o seu nome, a Casa de Pedra serviu como casa de comércio, onde a maioria dos colonos trazia produtos de sua safra para serem comercializados. Os alimentos eram transportados pelo rio Santa Maria, cujas águas passam próximas ao casarão. O transporte fluvial era o único meio utilizado para levar as mercadorias para São Leopoldo, Hamburgo Velho e Porto Alegre. Os colonos priorizavam o cultivo de feijão, cana de açúcar e milho, por serem mais lucrativos. Os demais gêneros só eram cultivados para o consumo próprio.
Com o tempo, casamentos e outras festividades, como bailes de kerb, foram sendo realizadas na Casa de Pedra, que também serviu de quartel para os Maragatos durante a Revolução Federalista. A antiga estrutura também abrigou diversos outros tipos de comércio, como barbearia, fábrica de salames e cervejaria.
A Casa de Pedra já é tombada por lei municipal de Igrejinha, e declarada Patrimônio Histórico do Rio Grande do Sul por lei sancionada em 2010 pela governadora Yeda Crusius. O projeto da lei foi do então deputado estadual Alberto Oliveira.
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