A direção da Associação de Amigos da Oktoberfest de Igrejinha (Amifest) realizou coletiva de imprensa, na terça-feira, para explicar o resultado financeiro da festa igrejinhense em 2012. No ano em que comemorou seu 25º aniversário, a Oktoberfest teve um reduzido lucro financeiro, que acabou amortizado por despesas não previstas pela organização. Com isso, a direção da Amifest confirmou que não serão feitos repasses às entidades de saúde e segurança. No ano passado, a entidade ainda esperava contar com uma emenda para este fim, mas ficou confirmado que o dinheiro não virá.
A coletiva de imprensa contou com a presença dos presidentes da 25ª Oktoberfest, Sérgio Lampert, e da edição deste ano da festa, Clóvis Werb. Na ocasião, foi apresentado o relatório do Conselho Fiscal da Amifest. O documento aponta que o evento teve, no ano passado, receitas na ordem de R$ 3.717.842,35, enquanto as despesas ficaram em R$ 3.595.449,26, resultando num lucro de R$ 122.393,09. Contudo, outros gastos da Amifest, como a compra de um terreno e investimentos no parque, entre outros, fizeram o saldo final ficar negativo em R$ 357.217,39. O parecer do Conselho Fiscal opina pela aprovação das contas da diretoria da 25ª Oktoberfest, mas faz referência “à existência de equívocos administrativos na condução dos eventos” e “em não observação de dispositivos do estatuto da Amifest”.
Sérgio Lampert, que esteve à frente da Oktoberfest no ano passado, explicou as dificuldades da festa. Entre elas, citou o que considerou “um tropeço” com o show da cantora baiana Ivete Sangalo, no lançamento da Oktoberfest. Apesar de ter seu cachê pago pela Cervejaria Schincariol, todo o custo de produção da apresentação foi bancado pela Amifest, que esperava um público maior no show. Como o público foi decepcionante, a entidade organizadora arcou com um prejuízo de R$ 150 mil somente naquela noite.
Depois, outro detalhe que atrapalhou a organização da Oktoberfest, segundo Lampert, foi a perda de duas emendas federais destinadas ao evento, no valor de R$ 200 mil cada. De acordo com o ex-presidente, como as emendas não são mais repassadas diretamente à Amifest e sim para a Prefeitura, que faz a transferência à associação, os recursos se perderam no cadastro errado das emendas por parte da administração municipal. O ex-presidente também esclareceu que uma das infrações ao estatuto da Amifest diz respeito à compra do terreno para ampliação do parque, decisão tomada pela diretoria do ano passado. Para Lampert, se fosse aguardado todo o trâmite burocrático para a aquisição, talvez a Amifest teria perdido a chance de adquirir o terreno.
O ex-presidente ainda pontuou que foram realizados diversos gastos na manutenção do Parque Almiro Grings, uma vez que, durante o ano, aconteceram várias depredações. Lampert destacou que o cuidado com o parque sempre teve prioridade por parte da diretoria, uma vez que a segurança dos visitantes da Oktoberfest está em primeiro lugar. O ex-presidente revelou ainda que, por pouco, também por cadastro errado, a Prefeitura não perdeu outra emenda parlamentar destinada ao parque de eventos, para a construção de um palco. A obra, que deverá custar cerca de R$ 200 mil, foi resgatada pela diretoria da Amifest na gerência de Novo Hamburgo da Caixa Federal, e está em vias de ir para licitação.


