Ivan Siderlei Both (Neguinho Both), 43 anos, natural de Rolante. É casado com Sandra Beatriz Both, 43, com quem tem dois filhos: Nickolas Augusto, 16 anos, e Arthur Luis, 4 anos. É proprietário da Foto Both de Rolante.
Conte-nos sobre sua trajetória profissional.
Comecei a trabalhar aos 15 anos numa relojoaria. Em seguida, passei a atuar na antiga Musa Calçados. Tenho orgulho de dizer que iniciei lá como faxineiro e saí como modelista formado. Após, comecei a atuar no ramo da fotografia, como funcionário do meu pai – ele já estava aposentado e me chamou, juntamente com meus quatro irmãos, pois queria passar a loja para algum de nós ou, então, venderia para outra pessoa. Então, fiz a opção de seguir com a empresa da família, mesmo ganhando uma renda três vezes menor do que ganhava como modelista.
Após 20 anos, o que representa para você ter feito essa opção?
Representa uma satisfação pessoal, principalmente por minha família e por meu pai verem que o nome que ele fundou ainda continua atuante. Por ser uma empresa familiar, significa honrar meu sobrenome. É importante também pela tradição da Foto Both de não deixar fechar, não deixar o trabalho parar. E hoje, vemos que o trabalho é reconhecido no Vale do Paranhana, pois muitas pessoas das cidades vizinhas vem tirar fotos com a gente. Com a concorrência, a facilidade da foto digital, é importante ver o trabalho reconhecido na região. E isso eu agradeço também à minha equipe – minha esposa, funcionários e ex-funcionários – pois ela é a base da empresa.
Como você vê a fotografia hoje?
Vejo que ela está muito banalizada, pois qualquer pessoa se considera fotógrafa. O lado bom é que, por exemplo, meu filho mais novo, de 4 anos, já tira fotos e meu pai, com 80 anos, também. O lado ruim é que o fotógrafo hoje está muito escrachado. Ao mesmo tempo, sentimos que há uma vontade de recuperar a fotografia, pois, como se diz, todos sabem fazer um curativo, mas nem por isso, estão aptos a medicar.
O que é preciso levar em conta para se ter uma boa foto?
Um pouco de noção do ambiente e da mensagem que a pessoa quer passar com aquela imagem. É preciso pensar a foto e o que se quer dela.
Quais são suas impressões de Rolante?
Vejo Rolante como uma cidade que tem tudo para expandir. Temos tudo na mão, o que falta é o “boom” do momento. A hora que explodir, o município irá se desenvolver. Vejo Rolante como a minha loja: temos ideias, mas não temos a “varinha mágica” para fazer acontecer. Há dez anos, o município praticamente pertencia às famílias. Agora, já demos um passo a mais, pois vieram investidores e compraram os terrenos e os prédios dessas pessoas para desenvolver aqui suas atividades. Acho que o que falta é isso: mais pessoas acreditarem na cidade, pois temos belezas naturais capazes de atrairem público e marketing.
Como você se autodefine?
Sou falante, disposto, amigo, espontâneo, uma pessoa natural e de fácil acesso.
O que gosta de fazer em suas horas vagas?
Primeiro, gosto de descansar, relaxar e pensar bastante. Claro, gosto de outras opções também, como passear, conhecer lugares, andar pelas ruas da minha cidade, ver a realidade. Gosto também de ir nas cidades vizinhas e tirar exemplos bons para poder passar aos outros.
Como você conheceu a Sandra e o que mais admira nela?
Nos conhecemos por acaso, através do nosso círculo de amizades. Admiro muito sua doação a tudo que faz. Se for preciso, ela tira do prato para dar aos filhos. É muito dedicada tanto no trabalho, por sua profissão, quanto para os filhos e amigos.
Quais são seus planos para o futuro?
Falando da empresa, os planos são os de melhorar o ambiente e, ainda, gostaria de poder ter filiais em outras cidades. Como planos pessoais, quero dar o melhor para os meus filhos e ver minha família sempre bem.
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