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Vale do Paranhana criou só 27 empregos formais em 2012

Na semana em que a Federação de Economia e Estatística (FEE) divulgou os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do

Na semana em que a Federação de Economia e Estatística (FEE) divulgou os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul, revelando que o Estado teve retração econômica em 2012, Panorama lança um olhar sobre outro indicador econômico que dá a dimensão de uma dificuldade para o Paranhana no ano passado. Trata-se da geração de empregos, que, em 2012, fechou com apenas 27 novas vagas formais na região. Um tombo de 97% em relação a 2011, quando a região tinha criado 821 vagas formais.
Os dados são revelados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que apura as informações por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Este relatório é preenchido mensalmente e enviado ao governo federal pelas próprias empresas. Os números do MTE mostram que os seis municípios da região tiveram um somatório de admissões de 36.852. Contudo, as demissões alcançaram 36.825, gerando o resultado ínfimo. Para se ter uma ideia, em 2011 o número de admissões fechou em 38.871, enquanto as demissões somaram 38.050.
Avaliando a situação, o presidente da principal entidade empresarial da região (Câmara da Indústria, Comércio, Serviços e Agropecuária do Vale do Paranhana), Roger Ritter, traça um cenário preocupante. “Os dados demonstram uma tendência de queda bastante acentuada, que já ocorreu em 2011 na relação com 2010. Em 2010, o saldo foi de 5.144, em 2011 foi de 821 e em 2012 apenas 27, que corresponde a uma queda de 96,71% em relação a 2011”, revelou o dirigente empresarial.
O empresário Marcos Kayser, que coordena a Agenda Paranhana 2020, também revela a preocupação com o crescimento econômico. “No Rio Grande do Sul, o saldo de empregos em 2012 foi de 81.804. Para o Paranhana acompanhar proporcionalmente o resultado a nível estadual, o saldo de empregos na região deveria ter sido de 1.529, ou seja, o Paranhana teve um resultado muito inferior ao Estado. O sinal é de alerta, sem falar que nossa economia ainda depende em larga escala do calçado, sem poucas evidências de uma saudável diversificação”, comentou Kayser. Nos gráficos ao lado e abaixo, Panorama publica o saldo de empregos em cada um dos principais setores econômicos.

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