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Relatores de CPI reclamam da falta de apoio para conclusão dos trabalhos

Com menos de 15 dias para a conclusão dos trabalhos de apuração de supostas irregularidades cometidas pelo ex-presidente Altair Onório

Com menos de 15 dias para a conclusão dos trabalhos de apuração de supostas irregularidades cometidas pelo ex-presidente Altair Onório de Ávila Machado (PTB), relatores da Comissão Parlamentar de Inquérito temem que, com a aproximação do prazo final, a CPI se transforme em “pizza”.  De acordo com a comissão for­mada pelos vereadores Vandro da Sil­va (PR), Aldir Fabris (PTB) e Roberto Carlos Pereira (PTB), a investigação gerou mais de 2,5 mil páginas de documentação em apenas um mês de trabalho, mas a falta de auxiliares administrativos está impedindo o avanço das investigações. As informações foram divulgadas em coletiva de imprensa, ainda na semana passada.
Segundo o vereador Vandro, que é o relator da CPI, a maior dificuldade enfrentada pela comissão não parte dos envolvidos diretamente nas denúncias, mas sim do Legislativo, que não possui funcionários para auxiliar nos trabalhos. “Pedimos um requerimento para avaliar a possibilidade de um funcionário ser cedido pelo Executivo para auxiliar nos trabalhos, sem gerar custo algum para o Legislativo. Infelizmente o documento não foi para votação, impossibilitando o avanço da CPI”, explicou o vereador, lembrando ainda que quase desistiu de ser o relator da CPI devido às ameaças que sofreu na semana passada.
Vandro relatou que, no último dia cinco, foi perseguido duas vezes por um veículo preto quando estava se dirigindo para sua residência com a família. “Quando estava entrando em minha casa, um dos ocupantes do veículo gritou para me cuidar, senão vão calar a minha boca. Não sei se estas ameaças se devem ao fato de um projeto de lei que pretendo apresentar na Câmara, que reduz os 60 dias de recesso para 30 e acaba com a remuneração das sessões extraordinárias. A falta de apoio na CPI, associada com estas ameaças, quase me fez abandonar a comissão. Em respeito aos meus colegas, prosseguirei os trabalhos até o fim, cada vez mais integrado com o Ministério Público”, disse.
Procurado por Panorama, o presidente do Legislativo parobeense, Lindemar Valdir Hartz (Mazinho), disse que a Câmara está auxiliando no que pode para dar condições às apurações da CPI. Segundo Vanderlei, os vereadores possuem seus assessores que podem auxiliar nos trabalhos, além dos advogados que estão prestando assessoria jurídica à Comissão Parlamentar de Inquérito.

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