O presidente da entidade mantenedora do lar em Taquara, Jorge Fabbro, esteve ontem no município, a fim de explicar a situação à comunidade. No meio da tarde, ele participou de uma reunião com vereadores e o prefeito Tito Lívio Jaeger Filho, na sede da Prefeitura. Na ocasião, esclareceu que o Lar recebia recursos de empresas que trocaram de administração e deixaram de fazer estes repasses. Explicou que, com isso, diminuíram as fontes de receitas do Educriança, comprometendo a manutenção do lar, combinado com as dificuldades envolvendo os repasses das administrações municipais. Fabbro esclareceu, também, os custos de manutenção do lar, ressaltando que os principais são relacionados à folha de pagamento, que tem contratação de profissionais conforme a exigência na lei. Por fim, foi decidido que será formada uma comissão de trabalho, entre vereadores, Prefeitura e instituições comunitárias de Taquara, a fim de buscar recursos para tentar viabilizar a retomada do Lar das Meninas. Ontem à tarde, Fabbro também se reuniu com lideranças da comunidade que manifestaram interesse em auxiliar o Lar das Meninas.
Presidente do Educriança descarta ceder prédio a outra instituição de abrigo.
Desde que o Lar das Meninas fechou, uma das hipóteses que vinha sendo cogitada é a cedência do prédio, no bairro Cruzeiro do Sul, em Taquara, a outra instituição, com a finalidade de manter o abrigo. Uma das ideias foi que o Lar Padilha assumisse a manutenção do abrigo no local. Contudo, ontem o presidente do Educriança, Jorge Fabbro, esclareceu que o prédio no bairro Cruzeiro não pertence à entidade. Segundo ele, o imóvel é de propriedade de uma empresa parceira do Educriança, que decidiu não repassar a nenhuma outra entidade o prédio em Taquara. Se o Lar das Meninas não voltar a funcionar, o imóvel deverá ser colocado a venda, conforme a decisão desta empresa, cujo nome não foi revelado por Jorge Fabbro.


