Neli Mendes da Silva, De volta à direção do Colégio Theóphilo Sauer, em Taquara, tem 51 anos e há 22 é casada com Darci Lessa da Rosa, de 63. Mãe de Tatiane Lanz dos Santos, 36, e de Jefferson Paulo Lanz, 32, e avó quatro vezes.
Qual sua trajetória no Theóphilo?
Atuo aqui desde 1989, quando era professora de História, Geografia e Ciências. Dei aula por 15 anos. Depois fui vice-diretora por três anos. Mais tarde, passei por outras escolas como a extensão do Theóphilo, a 19 de Abril e a Nereu Wilhelms. Então, voltei para cá como diretora, atuando em 2010 e 2011. No ano passado me afastei e agora já estou de volta.
Por que escolheu ser professora?
Sou apaixonada pela minha profissão, a escola para mim é vida. Se, por algum motivo, eu tivesse que iniciar tudo de novo, certamente o faria. Às vezes, meu marido chega a ter ciúmes do meu trabalho.
Como é poder assumir novamente a direção da escola?
É de uma satisfação muito grande. Minha história com esta escola começou muito cedo. Inclusive, fui alfabetizada aqui. Também foi aqui que eu me aposentei por um dos meus dois concursos e onde espero me aposentar no outro. Além disso, minha mãe foi a primeira merendeira concursada do Theóphilo, há 40 anos.
De que modo você vê a educação municipal em Taquara?
Visitei as escolas municipais e, a exemplo do Theóphilo, vejo que elas estão muito bem no campo pedagógico. São projetos bem estruturados, com recursos para trabalhar com os alunos e com equipes profissionais respeitáveis. O mesmo cenário se repete quanto à estrutura, exceto na nossa escola que estava há algum tempo sem receber reparos. Situação que vamos resolvendo aos poucos.
Como você se define?
Sou uma pessoa muito tranquila. Todos os dias peço a Deus que ele me norteie, sinto que ele me ouve e isso me tranquiliza.
O que gosta de fazer em seus momentos de lazer?
Gosto muito de ler, principalmente a Bíblia e sobre temas ligados ao espírito e autoestima.
Qual tipo de música mais gosta de ouvir? Alguma canção marcou sua vida?
Aprecio música sacra. A canção “Aqui Chegamos pela Fé”, do Arautos do Rei, marcou minha vida na época em que eu morava no bairro Santa Teresinha e ia todos os dias a pé até IACS para estudar. Fazia o percurso de quatro quilômetros com essa música na mente.
O que mais te incomoda?
Quando mentem para mim. Por mais que machuque, sempre prefiro a verdade.
Qual atividade que serve como refúgio, depois de situações estressantes?
A praia. Ouvir o som do mar me acalma profundamente.
Uma mania: Limpeza.
Quais são seus planos para o futuro?
Assim que eu me aposentar do segundo concurso, pretendo morar na praia.


