PRIMEIROS ERROS
Em algum momento da vida, o passado bate à porta de maneira inesperada. Hora de pesar, alegrias e tristezas. Muitos erros e alguns acertos. As inexperiências da juventude, em que tudo é vivenciado cada vez mais rápido, fazem dos primeiros erros e algumas escolhas infelizes os mais significativos. Os mais doloridos.
Na falta de diálogo em casa, ou mesmo de um irmão mais velho para tentar aconselhar, o negócio é correr atrás da maioria, ou seja, o padrão vigente. Sendo assim, predominam a distorção de valores, em que a vaidade e o materialismo deixam pais de cabelo em pé e de bolso vazio.
Não é nada agradável descobrir de maneira tardia que sucessos descartáveis e de gosto duvidoso povoam as lembranças. Tempo e dinheiro desperdiçados. É triste constatar que bons discos e filmes são atualmente relegados a notas de rodapé. Muitos detalhes se perdem no passar dos anos, como nomes e datas, restando apenas rostos sem nome, que, por um motivo ou outro, deixaram alguma impressão.
Muitas burradas assombram por tempo indeterminado. Algumas vezes provocadas por simples bobagens mal-administradas e rotineiras. A falta de coragem e maturidade com as gurias, ou como se desculpar com alguém que já não está mais aqui, já bastam como exemplos.
Com o passar dos anos, o que entendemos por felicidade parece se encontrar nas pequenas coisas. Ser desagradável na hora certa, com a pessoa certa, não é para iniciantes. No final das contas, erros e acertos somados, dão sempre o mesmo resultado: vida.
Márcio Renck
Esta postagem foi publicada em 30 de abril de 2009 e está arquivada em Caixa Postal 59.


