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TCE reprova contas de Délcio / Ex-prefeito diz que vai recorrer

TCE reprova contas de Délcio O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) divulgou nesta quinta-feira resultado de sessão dos seus

TCE reprova contas de Délcio

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) divulgou nesta quinta-feira resultado de sessão dos seus conselheiros realizada na quarta-feira. Pela decisão, o Tribunal emitiu parecer desfavorável às contas do ex-prefeito Délcio Hugentobler relacionadas ao ano de 2010. Seguindo o voto do relator da matéria, conselheiro Adroaldo Loureiro, a decisão determinou que o ex-prefeito deverá devolver à Prefeitura o montante de R$ 47.330,26. Segundo o relatório, o valor foi pago indevidamente à empresa responsável pela obra na Usina de Lixo de Moquém por serviços que os boletins de medição da Prefeitura apontaram como realizados, mas que a equipe de auditoria do TCE constatou que não foram feitos. O ex-prefeito também foi multado em R$ 1,5 mil por uma série de falhas relacionadas à gestão da Prefeitura. O relatório aponta como principais problemas o desequilíbrio financeiro e o sistemático atraso nos repasses ao Regime de Previdência dos Servidores (RPPS). Da decisão cabe recurso em até 30 dias após a publicação no Diário Oficial.

Ex-prefeito diz que vai recorrer

Contatado nesta quinta-feira à tarde por Panorama, o ex-prefeito Délcio Hugentobler afirmou que ainda não recebeu comunicação da decisão do Tribunal de Contas, mas que seu advogado participou do julgamento. Délcio negou qualquer irregularidade no tocante à obra da Usina de Lixo, destacando que estava precisando de um documento que solicitou à Prefeitura de Taquara e ainda não conseguiu cópias. Esta documentação, segundo Délcio, se tivesse sido apresentada no julgamentow, provaria a lisura do processo. Contudo, o ex-prefeito disse que os documentos serão agora remetidos junto ao recurso, manifestando plena convicção de que suas contas serão aprovadas pelo TCE na reconsideração. Além disso, Délcio disse que as dificuldades financeiras foram provocadas por três situações de emergência decretadas no município, afirmando, também, que os atrasos nos repasses ao RPPS tiveram a concordância do Conselho de Previdência, inclusive quanto aos parcelamentos para quitar os débitos.

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