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Titinho destaca preocupação com a situação financeira da Prefeitura

Por ocasião do aniversário de 127 anos de Taquara, Panorama entrevistou, na terça-feira, o prefeito Tito Lívio Jaeger Filho, também

Por ocasião do aniversário de 127 anos de Taquara, Panorama entrevistou, na terça-feira, o prefeito Tito Lívio Jaeger Filho, também fazendo um balanço dos 100 primeiros dias da nova administração de Taquara. O chefe do Executivo manifestou preocupação com a situação financeira da Prefeitura, bem como com a possibilidade de perder recursos por conta de problemas que, segundo ele, foram deixados pela administração anterior. Titinho disse que a prioridade é resolver estas pendências.
Entre as principais preocupações relacionadas a convênios, o prefeito disse que não foram realizadas prestações de contas de projetos, além da falta de execução de alguns convênios. Estes problemas provocaram perda de verbas como a destinada à construção de estrutura para prevenção de enchentes, na rua Pinheiro Machado, abordada ainda em fevereiro por Panorama. Além disso, destacou a perda de verba para a construção de uma pista de skate, para a pavimentação de ruas, para a construção da Cozinha Comunitária, para 10 casas populares e, por fim, para a construção de um centro de treinamento de agricultores.
Outra situação que vem preocupando o prefeito é a possibilidade de devolução de recursos em razão de prestações de contas que não teriam sido enviadas. Uma delas está relacionada ao projeto de videomonitoramento, que, se a pendência não for regularizada, a Prefeitura terá que devolver o dinheiro enviado pelo Ministério da Justiça. Também estão nesta situação as academias instaladas junto ao Parque do Trabalhador e à Praça da Bandeira, mas, neste caso, os recursos pertencem ao governo do Estado. A Prefeitura também trabalha para resolver pendências de documentos junto à Caixa Econômica Federal (CEF) para retomar obras como a construção da Avenida Faccat.
Quanto à situação financeira do Executivo, Titinho disse que, só em 2012, foram empenhados R$ 10 milhões que acabaram não sendo pagos. O prefeito afirmou que a dívida histórica da Prefeitura chega à casa dos R$ 50 milhões, mas estão contabilizado, neste montante, os cerca de R$ 22 milhões que são cobrados pela concessionária Rio Grande Energia (RGE). Na administração da dívida, Titinho informou que o Executivo está chamando os credores a fim de renegociar as pendências, além de providenciar parcelamentos de dívidas com a Corsan e o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).
Para o chefe do Executivo, a prioridade atual da administração é a resolução de todas estas pendências, a fim de dar andamento aos novos projetos. Segundo Titinho, há previsão de verbas dentro do PAC-2 para projetos de calçamento, que estão na mira do Executivo, mas dependem da solução dos problemas junto ao governo federal.  O prefeito, contudo, anunciou algumas melhorias em andamento, como a contratação de empresa para operação tapa-buracos e reformas no Parque do Trabalhador. Destacou que o próximo local que receberá obras será o Cemitério Municipal, com limpeza e discussão sobre a forma como as pessoas que têm túmulos fazem a sua manutenção.

Délcio: prefeito deveria ter pedido prorrogação de convênios

Contatado por Panorama para se manifestar sobre a decisão do Tribunal de Contas (veja matéria ao lado), o ex-prefeito Délcio Hugentobler também comentou, na tarde desta quinta-feira, as informações de Tito Lívio Jaeger Filho quanto a perda de recursos. Sobre a questão das câmeras de monitoramento, disse que a prestação de contas do convênio caberia à atual administração, tanto que fez o alerta no momento em que realizou a transmissão de cargo, no dia 1º de janeiro. Preocupado com a questão, Délcio disse que protocolou pedido, no mês de fevereiro, pedindo informações ao governo com relação à prestação de contas, mas ainda não obteve retorno. Para o ex-prefeito, se houver a perda de recursos, será por conta de um procedimento que deveria ter sido feito pela atual administração.
Com relação às demais obras citadas por Titinho, o ex-prefeito argumentou que a maioria delas tinha a possibilidade de um pedido de prorrogação, que deveria ter sido feito pelo atual governo. Para Délcio, não cabe Titinho colocar a responsabilidade na administração anterior, se não quer realizar as obras. O ex-prefeito afirmou que a maioria dos ministérios se mostrou compreensiva e estendeu os prazos que se encerraram no final do ano passado, possibilitando a continuidade dos convênios.

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