Perfil

Miguel Arnold

Miguel Arnold, 29 anos, é natural de Dois Irmãos e padre da Paróquia São João Batista, em Parobé. Filho de

Miguel Arnold, 29 anos, é natural de Dois Irmãos e padre da Paróquia São João Batista, em Parobé. Filho de Maria Arnold (64), é bacharel em Teologia, com mestrado em Roma, na Itália.

Como surgiu o seu interesse pelo sacerdócio?
Venho de uma família muito religiosa. Meus pais participavam efetivamente das atividades da paróquia, em Dois Irmãos. Uma vez por mês o padre vinha nos visitar em casa. A presença daquela autoridade religiosa em nossa residência despertou em mim a vocação para o sacerdócio.

Em sua opinião, como o senhor vê a atuação da Igreja junto aos jovens?
Mesmo com uma diversidade tão grande de entretenimento no mundo de hoje, com tanta tecnologia, ainda assim existe uma sede de Deus nas pessoas, pois há um vazio em suas vidas. A Igreja busca usar a mesma tecnologia para evangelizar. O Facebook é uma ferramenta de auto-afirmação. Por trás disso, existe um grande anseio por ser feliz, e a Igreja busca preencher este espaço. A religiosidade está impressa em cada indivíduo.

Qual sua impressão sobre Parobé?
A comunidade, formada por imigrantes, é muito dedicada e religiosa. As pessoas são muito acolhedoras. Cheguei aqui em 2009, e, no ano passado, fui ordenado padre. Parobé é minha primeira paróquia, e, por isso, jamais esquecerei as pessoas daqui.

Qual sua opinião sobre o papa Francisco?
Em primeiro lugar, achei muito bom que tenha sido escolhido um latino americano, o que descentralizará a evangelização da Europa. Em segundo lugar, a simplicidade mostrada por ele vem chamando a atenção. Com certeza ele buscará aproximar mais a Igreja das pessoas. Durante a Jornada Mundial da Juventude, de 23 a 28 de julho, no Rio de Janeiro, ele deve quebrar vários protocolos.

Como o senhor se define?
Sou uma pessoa feliz e não possuo grandes ambições. Procuro atuar bastante entre os jovens, porém, sem perder o foco e a seriedade, o que define a credibilidade da Igreja entre a comunidade.

Planos para o futuro?
Desde pequeno, sempre sonhei em exercer um cargo que pudesse ajudar as pessoas e, também, em conhecer o mundo. Com o sacerdócio me sinto realizado e não me vejo fazendo outra coisa.

O que gosta de fazer nas horas vagas?
Gosto de estar com minha família e assistir filmes. Também gosto de ler autores clássicos da literatura, como Vitor Hugo e Fiódor Dostoiévski. Também aprecio obras contemporâneas como “As Crônicas de Nárnia” e “O Senhor dos Anéis”.

O que o tira do sério?
A corrupção na política. São pessoas eleitas pelo povo e que são bem pagas para estarem ocupando seus cargos. Eles deveriam estar trabalhando para o bem. Infelizmente, fazem o oposto e acabam prejudicando as pessoas com seus desvios de verbas.

Um lugar: Dois Irmãos.

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Na vida, não podemos ter muitas ambições materiais, pois a felicidade se encontra em pequenas coisas, como a família e as amizades. Não podemos colocar outras coisas acima disso.

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