Dando continuidade às ações resultantes da operação Leite Compensado, que desvendou um esquema de fraude no alimento vendido no Rio Grande do Sul, o Ministério da Agricultura destruiu seis mil quilos de leite em pó fraudado. A ação aconteceu na segunda-feira, em Taquara, na sede da Cooperativa Taquarense de Laticínios (Cootall). A indústria taquarense jamais teve qualquer produto seu sob suspeita dos órgãos de fiscalização, apenas atuou como parceira do Ministério no depósito do leite apreendido.
O diretor-administrativo da Cootall, Renato Gonçalves, explicou na quarta-feira ao Panorama a situação envolvendo a cooperativa. Segundo ele, quando o leite foi apreendido durante a operação, no começo de maio, precisava ter um destino, e o Ministério da Agricultura contou com o apoio da Cootall para depósito. Em Taquara, o leite cru foi transformado em leite em pó e submetido a análise. Foi constatada adulteração com a adição de ureia e formol em amostras das empresas Líder Alimentos, de Crissiumal, e Marasca, de Selbach. Com isso, todo o leite em pó destas duas marcas foi incinerado junto à caldeira da Cootall.
De acordo com Gonçalves, o restante do leite em pó produzido a partir do alimento apreendido segue em depósito, na Cootall, aguardando a chegada do resultado das análises. O dirigente da cooperativa fez questão de frisar que nenhum alimento produzido pela Cootall foi analisado pelo Ministério durante a operação, tendo a indústria taquarense servido apenas como apoiadora dos órgãos fiscalizadores. Além disso, Gonçalves ressaltou que a Cootall mantém rígido controle de qualidade sobre os seus produtos.
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