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Aumento dos casos de furto de gado preocupa autoridades sanitárias

Na manhã do último dia 23, foi realizada, no gabinete do vice-prefeito Carlos Alberto Pimentel, uma reunião que abordou o

Na manhã do último dia 23, foi realizada, no gabinete do vice-prefeito Carlos Alberto Pimentel, uma reunião que abordou o número de casos de abigeato. De acordo com Pimentel, a Vigilância Sanitária do município está preocupada com o aumento de abates clandestinos, e com os receptadores, que distribuem a carne pela cidade.
Proposto pelo vice-prefeito, o encontro contou com a presença do tenente da Brigada Militar Hércules Costa, do secretário de Segurança e Trânsito, Paulo Möller, da médica veterinária Cristine Dutra e do presidente do Sindicato Rural do Vale do Paranhana, Sérgio Luce, além de representantes da Inspetoria Veterinária e Vigilância Sanitária. Os participantes debateram sobre uma possível solução para o impasse envolvendo a carne clandestina, além da falta de segurança em localidades do interior, que estão sofrendo com repetidos assaltos.
O presidente do Sindicato Rural do Vale, Sérgio Luce, afirmou que a situação dos abigeatos vem se agravando. Ele afirmou que, juntamente com outros produtores rurais, tem sido vítima de roubo de animais em sua propriedade. “Precisamos de fiscalização ostensiva nos açougues do município e da implantação de postos de vigilância no interior, pois os moradores estão desprotegidos. Os animais que não são mortos nos locais acabam sendo furtados. É preciso exigir dos motoristas a Guia de Transporte Animal”, disse.
A médica veterinária Cristine Dutra, representante da Coordenadoria de Inspeção de Produtos de Origem Animal, órgão da Secretaria de Agricultura do Estado, salientou que o município possui 15 estabelecimentos registrados e somente dois fiscais. A lei exige que cada fiscal fique responsável por um frigorífico, o que é impossível de cumprir. “Para combater o abate clandestino, precisamos de uma ação conjunta com a Brigada Militar”, observou.
O secretário de Segurança e Trânsito, Paulo Möller, ressaltou que não são criminosos apenas os indivíduos que abatem o gado, mas também os receptadores e os distribuidores da carne. “Estas pessoas possuem tamanha destreza, que abatem e carneiam os animais à noite, em questão de minutos. Nos últimos meses os crimes envolvendo abigeato cresceram mais de 100% na região, com tendência a aumentar”, alertou.

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