Perfil

Valdecir Soares

Valdecir Soares, 43 anos, é natural de Caiçara. Casado com Maristela Soares, 38 anos, com quem tem dois filhos: Everton,

perfilValdecir Soares, 43 anos, é natural de Caiçara. Casado com Maristela Soares, 38 anos, com quem tem dois filhos: Everton, 14, e Yuri Kaue, 12. É fotógrafo, proprietário da Foto Parobé e presidente da paróquia católica São João Batista, de Parobé, há cinco anos.

Fale a respeito de sua trajetória profissional.
Trabalhei por sete anos em indústrias de calçados, em Sapiranga. Após, vim para Parobé, onde iniciei o trabalho com fotografia, em 1985. A Foto Parobé foi o primeiro laboratório fotográfico da cidade e também fomos pioneiros como laboratório digital. Acredito que a maior dificuldade, ao longo desses 24 anos de profissão, tenha sido a transformação do modo analógico para o digital. Todo investimento e estrutura de laboratório, equipamentos, ficaram para trás. Na história da fotografia nunca foram capturadas tantas imagens como agora, contudo nunca foram passadas tão poucas para o papel.

Dizem que as coisas ficam mais bonitas pelo olhar do fotógrafo. Você concorda com essa afirmação?
Sim, pois, por mais simples que seja a imagem, o fotógrafo tem que ter a criatividade para que ela saia sempre bonita, com um ângulo diferente, enquadramento que destaque, que chame a atenção.

O que representou para a cidade o concurso Parobé em Foco?

Este foi o primeiro ano de realização do concurso fotográfico no município e, como parceiro da iniciativa, achei que ela foi satisfatória, com uma participação razoável. Os pontos mais focados foram a praça 1º de Maio – demonstrando que, além de aproveitar o local, os parobeenses julgam-no como um símbolo – e a paróquia São João Batista. Contudo, queríamos que as pessoas mostrassem mais a cidade, tínhamos o interesse em que o interior fosse mais retratado, o que não aconteceu aqui em Parobé.

Quais são suas impressões de Parobé?
Quando vim a Parobé, tinha uma visão de que era uma cidade de grande futuro, com muitas empresas e uma grande procura de mão-de-obra. Porém, de uns anos para cá, a situação ficou difícil e preocupante. As empresas maiores foram saindo da cidade, a população aumentou consideravelmente e os empregos ficaram poucos. Já o comércio, hoje, está completo, inclusive se encarregando de uma boa porcentagem da geração de empregos.

Quais são suas principais características pessoais?

Tenho um bom relacionamento com as pessoas. Quando preciso de alguma ajuda, não tenho dificuldades para solicitar. Sou muito preocupado com as coisas que vou fazer e procuro ser o mais correto possível. Se por acaso, algo dá errado, me culpo muito e sofro muito com isso.

O que você gosta de fazer a título de lazer?
Gosto de acampar, pescar, ficar longe de telefone, longe de tudo.

Como conheceu sua esposa e o que mais admira nela?

Nos conhecemos quando fotografei o aniversário de um sobrinho dela. O que mais admiro é a responsabilidade e a dedicação para com o trabalho e com os filhos e também com a organização da loja. Sem ela, não teríamos o que temos hoje.

O que mais lhe preocupa na criação de seus filhos?

Pela idade deles, tenho uma preocupação muito grande em relação ao mundo de hoje. Procuro sempre dar o exemplo e uso muito a referência familiar. Também criamos eles junto à igreja, mostrando as coisas boas, pois temos que ser exemplos de coisas boas e não de ruins.

Quais são seus planos para o futuro?
Hoje, meu plano é continuar no mundo da fotografia para ter condições de dar uma formação a meus filhos. Meu maior sonho é ser para eles algo próximo ao que o meu pai foi para mim e para meus 12 irmãos.

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