PAROBÉ – A banda Verde Maria foi formada em Parobé e iniciou suas atividades há oito anos, quando se dedicava exclusivamente às suas próprias composições. Somente algum tempo mais tarde os integrantes decidiram executar versões de outros músicos, fazendo releituras diversas, tocando desde artistas nacionais, como Erasmo Carlos, passando por bandas britânicas como Echo and The Bunnymen.
Formada pelo vocalista João Morais (Boca), pelo baixista Marcos Silva, pelo guitarrista Rodolfo Monteblanco, pelo tecladista Dilce Nunes e pelo baterista Marcelo Jaeger, a banda começou seus ensaios em 2005. De acordo com Boca, quando o grupo ainda não havia sido batizado, foi priorizada a escolha de um nome bem brasileiro, para se opor à maioria de outras bandas, que têm nomes em inglês. “Fomos descartando as palavras e acabaram sobrando duas: verde e Maria. Unimos as duas expressões e não nos arrependemos”, explicou.
Questionado sobre como iniciou o grupo, Boca relembrou que era vocalista de outra banda, quando Marcelo ia assistir aos ensaios. “Ele me convidou pra conhecer músicos que tocavam na igreja e que queriam montar uma banda. Quando cheguei lá, vi uns caras que tocavam muito. Tudo aconteceu muito rápido. Foi uma química legal, pois tínhamos gostos musicais diferentes. Logo nos convidaram para tocar em festivais, onde tivemos a oportunidade de abrir o show da banda Cachorro Grande. Em seguida, começou a tocar músicas nossas nas rádios e realizamos diversos shows”, afirmou.
O vocalista disse que os integrantes escutam diversos estilos musicais, de Beatles até Mutantes, passando por Chico Buarque. “Temos um respeito enorme pelo legado histórico deixado por artistas brasileiros como Raul Seixas e Renato Russo, que sempre foram críticos em suas letras. Nossas músicas falam de nosso cotidiano e dos desafios em entender o mundo, além de coisas que vamos vivenciando”, ressaltou.
A banda, que está produzindo uma coletânea com suas primeiras composições e acrescentando novos arranjos, já tocou em eventos na Serra, Litoral, Vale dos Sinos e Paranhana. “Estamos nos dedicando às gravações de nosso material e também participando de um novo movimento cultural do rock em Parobé, em parceria com outras bandas. Isso tem nos envolvido e motivado bastante”, contou o vocalista.


