Perfil

Juliano Müller de Oliveira

Juliano Müller de Oliveira, Coordenador administrativo da Fundação Cultural de Igrejinha, Juliano tem 34 anos e é filho de Rogéria

1Juliano Müller de Oliveira, Coordenador administrativo da Fundação Cultural de Igrejinha, Juliano tem 34 anos e é filho de Rogéria Müller e Carlos Rodrigues de Oliveira. Natural de Taquara, é casado com Cleonice Venites de Oliveira e pai de Bruna e Bianca Oliveira, com 14 e quatro anos, respectivamente.

Conte um pouco sobre sua história profissional:
Eu comecei a trabalhar muito cedo, até porque na época a legislação era diferente. De lá para cá, fiz de tudo um pouco. Ainda pequeno, eu trabalhava como auxiliar administrativo, fazendo cópias, por exemplo. Mais tarde, fui para a delegacia de polícia, também no setor administrativo. Fiquei por oito anos lá, desempenhando várias funções, relacionadas ao arquivamento de ocorrências, registro, carteira de identidade, termos circunstanciados. Depois, optei pela comunicação e abri uma empresa de mensagens ao vivo e produção de áudio, onde, em seguida, introduzi o teatro. Em paralelo, em 2012 atuei na Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, em um trabalho voltado às minorias, como deficientes físicos, mulheres e indígenas.

Como se deu essa mudança de extremos, saindo da polícia para o entretenimento?
Nos últimos cinco anos na polícia, eu tinha contato diariamente com coisas negativas, crimes, ocorrências. Chegou o ponto em que cansei e decidi levar algo diferente para dentro da minha casa, algo positivo, alegre. A partir daí, passei a trabalhar com as mensagens ao vivo e animar aniversários, casamentos, festas. Dessa forma, também tive a oportunidade de levar o teatro para as pessoas, através da encenação de personagens. Passei a levar a diversão para as pessoas e, consequentemente, para a minha família e vida também.

E seu envolvimento com a cultura, como se deu?
Aos 12 anos eu comecei a participar do Kirchleinburg, um grupo de danças típicas alemãs de Igrejinha. Três anos depois, começamos a fazer pesquisas sobre culturas diferentes para mostrar algo novo ao público, principalmente em nossas viagens.  Por exemplo, se íamos à Alemanha, queríamos mostrar para eles a nossa cultura, além, claro, da germânica. Hoje o grupo tem mais de 60 membros, fará sua segunda viagem ao país e apresentará desde o frevo até o samba de gafieira, passando pelas culturas rio-grandense e alemã. Além do envolvimento com o grupo, fui professor de teatro em escola pública, o que me fez ver a cultura com outros olhos.

Como tem sido a experiência de coordenar a Fundação?
Muito bom, algo riquíssimo. Isso é um sonho pessoal, aqui convivo com diversos segmentos da cultura, compartilhando suas buscas e vitórias. Cada grupo, de dança, teatro, música, tem suas necessidades. É uma oportunidade de revelar a nossa identidade única, como artista e como igrejinhense, além de valorizar o que é produzido aqui.

O que gosta de fazer no seu tempo livre?
Estar com minha esposa, filhas e amigos. Um dos melhores momentos que tenho é quando ponho um colchão na sala e vejo um filme com as minhas meninas.

Quem você tem como exemplo?
Admiro muito Marcel Marceau, que foi um grande mímico. Mas também sei que aprendemos muito com aqueles que estão à nossa volta. Recentemente perdi meu irmão mais novo, que faleceu de câncer aos 23 anos. Ele me passou as maiores lições que poderia dar: pelo amor à vida e vontade de viver.

“ Se um dia perdêssemos tudo, todos os nossos bens, as únicas coisas que teríamos seriam os livros que lemos e os amigos que fizemos, e não as coisas que conquistamos.”

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