Natural de Porto Alegre, Mateus Terra é o novo presidente do Rotaract Clube de Taquara. Aos 21 anos, parou de estagiar para se dedicar à faculdade de Direito, visando a preparar-se para concursos públicos.
Como é, para você, estar à frente do clube de serviços?
É uma alegria imensa viver o Rotaract, seja como associado ou exercendo algum cargo na diretoria. Confesso que a escolha para presidente me pegou de surpresa e o sentimento inicial era de apreensão, até medo, porque não me sentia à altura das responsabilidades. Com o tempo, e conversando com os associados, a confiança aumentou, porque senti que todos estavam motivados para continuar um trabalho que já dura 10 anos. Hoje eu posso afirmar que a parte mais difícil foi pensar no discurso de posse, porque foi a única coisa feita sem a ajuda de ninguém. Todas as campanhas e projetos são pensados e executados em conjunto, não há polarização das decisões nem da responsabilidade. Bom, presidir o Rotaract está sendo bem mais tranquilo do que eu imaginava.
Como iniciou seu envolvimento com o Rotaract?
Eu entrei para o clube em 2010, mas o meu envolvimento é bem anterior. Como meu irmão fazia parte do clube há mais tempo, sempre sobravam tarefas para mim, especialmente as menos legais, como pesquisa de preços em mercados, para o Pizzaract. Em 2009, depois de muito relutar, comecei a participar do Interact, a convite da então minha colega Cláudia Melo, e isso mudou minha vida. De cara eu fiz grandes amigos e o envolvimento foi se intensificando naturalmente.
O que o voluntariado representa para você?
Eu cresci numa família que sempre se preocupou em ajudar quem precisa e, por isso, o voluntariado é, para mim, uma necessidade, uma obrigação que favorece a todos e, por isso mesmo, é viciante (e não tem contraindicações!).
Por que optou pelo Direito?
Comecei o curso por influência direta da minha família e porque não tenho habilidade para ser jogador de futebol. Desde o início da faculdade já alimento o sonho de ser juiz, até tentei enveredar para a advocacia (fiz estágio num escritório por alguns anos), mas não tenho o perfil combativo (no bom sentido) para trilhar uma carreira de sucesso como advogado ou promotor. Sou mais conciliador e por isso acredito que minha vocação se direciona à magistratura.
Como você se define?
Sou extremamente detalhista e exigente, mas não posso dizer o mesmo sobre ser organizado.
O que gosta de fazer nas horas vagas?
Ler, assistir a jogos de futebol e massacrar meu irmão no vídeo-game.
O que te tira do sério?
As derrotas do Grêmio combinadas com vitórias do Internacional.
Um hobby: Comecei a colecionar marcadores de páginas no fim do ano passado.
Um lugar: O Monte Everest
Alguém que você tenha como exemplo e por quê?
Exemplos são inúmeros, mas destaco o Mario Henrique Ody, advogado com quem tive a honra de estagiar e que me ensinou muito sobre Direito e sobre a vida.
“ A derrota sempre dói, mas a dor é muito maior quando se teve uma chance e a desperdiçou.” Rafael Nadal


