A chuva torrencial está deixando famílias desabrigadas em municípios da região. As cheias dos rios Paranhana e Sinos preocupam as corporações de Defesa Civil, à medida que a chuva não para. Abaixo, um compilado das informações apuradas pela reportagem do Panorama no decorrer da tarde deste domingo e início da noite. Lembramos que atualizações assim que as informações vão sendo checadas são publicadas no Facebook do jornal (www.facebook.com/JornalPanorama).
Em Taquara, Defesa Civil remove famílias no bairro Empresa
A situação mais preocupante, no momento, é a do bairro Empresa, principalmente nas ruas Lima e Buenos Aires. Segundo o coordenador de Defesa Civil, Paulo Mello, cerca de 20 famílias foram retiradas de suas casas neste local. O secretário de Obras, João Luiz Ferreira, disse que cerca de 12 famílias foram abrigadas no ginásio da escola Willybaldo Samrsla (Ciep). As demais procuraram abrigo junto a residências de amigos ou parentes. A preocupação também é com o Loteamento Olaria, em que ruas mais ao fundo já começam a ficar alagadas.
No começo da noite deste domingo, o Corpo de Bombeiros também atuou na retirada de famílias junto ao Balneário João Martins Nunes (a Prainha). Algumas, porém, resistem em sair de suas casas. No bairro Santa Maria, há ruas alagadas, mas, até o momento, não se tem informações de casas atingidas pelas águas do Rio Paranhana. Existe preocupação com a elevação do nível do rio, que foi forte na parte da tarde e pode seguir assim no período da noite. No interior de Taquara, houve um deslizamento em uma estrada da localidade de Passo da Ilha, isolando duas famílias, segundo o secretário de Obras, João Luiz Ferreira.
Organizações voluntárias estão se mobilizando para ajudar os abrigados no Ciep. O local está recebendo doações de alimentos e roupas, material que pode ser entregue no local pela própria comunidade.
Famílias seguem abrigadas em ginásio de escola em Parobé
O coordenador de Defesa Civil de Parobé, Valdenir Martins (Kiko), informou que seguem desabrigadas cerca de 36 famílias. Todas estão alojadas no ginásio da escola Noemy Fay dos Santos e são moradoras dos bairros Paraíso, Mariana e 15 de Junho. A Defesa Civil mantém todo o auxílio possível às famílias no ginásio, mas estima que mais pessoas tenham que ter deixado suas residências, porém procuraram abrigo na casa de amigos ou parentes. Na noite deste domingo, o coordenador informou que foi interditada a estrada de acesso à Santa Cristina do Pinhal, pois a água tomou conta da pista. Ficará assim até pelo menos esta segunda-feira.
Valdenir Martins disse que a Defesa Civil segue em alerta total, com monitoramento e equipes fazendo rondas pela cidade. A previsão de continuidade da chuva preocupa o coordenador, em função do nível dos rios que é muito alto.
Não há famílias desabrigadas em Igrejinha e Três Coroas
Em Igrejinha, a coordenadora de Defesa Civil, Alessandra Azambuja, informou que, durante o domingo, houve alagamento em ruas no bairro Vila Nova, em função do transbordamento do Arroio Nicolau. Foram atingidas as ruas Nicolau, Nicolau Mentz e Rainoldo Schmitt. Nenhuma residência foi atingida. Segundo a coordenadora, a situação, neste momento, é de monitoramento. O nível do Rio Paranhana é alto. O Corpo de Bombeiros Voluntários também está em alerta e faz medições de hora em hora no nível do Paranhana.
Outro problema foi um deslizamento de terra que atingiu uma residência de madeira, na rua da Saudade, no bairro Bom Pastor, em Igrejinha. Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários, Joni Feltes, o fato aconteceu na noite deste domingo. Seis moradores estavam dentro do imóvel, mas conseguiram sair sem ferimentos. A casa teve perda total. Preventivamente, o Corpo de Bombeiros Voluntários e a Defesa Civil de Igrejinha interditaram cerca de 10 residências no local, que passará por avaliação de geólogos na manhã desta segunda-feira.
Já em Três Coroas, o coordenador de Defesa Civil, Augusto Dreher, informou que o Rio Paranhana baixou pela manhã, mas voltou a subir à tarde, o que preocupa o órgão. Contudo, até o começo da noite deste domingo, não havia sido registrado qualquer tipo de alagamento em rua ou residência. A situação é de alerta total e também há monitoramento de hora em hora.
Em Rolante, estradas sofrem com alagamentos
Segundo o último boletim divulgado pelo Corpo de Bombeiros Voluntários de Rolante, a rótula de acesso à cidade, na ERS-239 (junto ao monumento da cuqueira), foi liberada, assim como estão liberados os acessos ao Centro e a Linha Petry. A ERS-239 continua com trânsito normal em toda a sua extensão até Riozinho. Há alagamentos nas ruas Oscar Alcindo Ritter, no bairro Contestado, nas ruas Matilde Grassmann e Luis Grassmann Sobrinho, no bairro Grassmann. A corporação informou ainda interdições na Linha Reichert, Linha Petry, Campinas I e II, Fazenda Passos e Mascarada. A preocupação é com o nível dos rios Rolante e Areia, que voltaram a subir desde o meio-dia. Há famílias que tiveram casas atingidas por água, mas que não quiseram deixar as residências.
Ponte entre Taquara e Parobé é interditada
Não será reaberta ao tráfego na noite deste domingo a ponte situada na estrada velha, na divisa entre Taquara e Parobé. A informação foi confirmada pelo coordenador da Defesa Civil de Parobé, Valdenir Martins. Neste domingo à tarde, as corporações dos dois municípios resolveram interditar a ponte, com base em dois problemas. Primeiro, o local virou uma espécie de ponto turístico, concentrando um grande número de pessoas que foram verificar pessoalmente o nível do Rio Paranhana. Segundo, foram verificados danos nas cabeceiras da ponte e um pilar central estaria solto. Os problemas teriam sido causados pela erosão provocada pelo alto nível do rio. Técnicos vão verificar a situação estrutural da ponte nesta segunda-feira.
Trecho da ERS-020 sofre interdição por conta da chuva
O Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem (Daer) alerta para a interdição na ERS-020, entre os km 21 e 22 (parada 100 e 101), devido à forte chuva que cai no Rio Grande do Sul. O trecho está bloqueado nos dois sentidos. As alternativas para deslocamento são pela BR-116 e ERS-239. De acordo com o diretor do Daer, Carlos Vieira, o excesso de água provocou danos à canalização (foto). “As águas romperam o revestimento interno dos bueiros e estão corroendo a base e a sub-base da rodovia”. As equipes do Daer já foram deslocadas para a ERS-020. Os trabalhos de recuperação se iniciam assim que a chuva cessar.
Mapa divulgado pelo governo do Estado mostra alternativas à rodovia
Visualizar BR-116 e ERS-239 são alternativas para desviar interdição na ERS-020 em um mapa maior




