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Álvaro Vicente

Álvaro Vicente, além de músico, professor e produtor, é o criador do festival Cordas Vivas, que está em sua 18ª

perfilÁlvaro Vicente, além de músico, professor e produtor, é o criador do festival Cordas Vivas, que está em sua 18ª edição. O taquarense de coração tem 42 anos e há 15 conhece Cássia Mossmann, com quem é casado. Nascido em Campo Bom, Álvaro é pai de Eduarda Vicente, de 11 anos.

Como iniciou sua relação com a música?
A música está há gerações na nossa família. Meu avô paterno era um exímio violonista e meu pai também tocava violão. Desde pequeno eu tinha um encanto pela música e era um curioso sobre seu mundo. Quando eu tinha uns 12 anos minha mãe me deu meu primeiro violão e meu padrinho pagou aulas e, desde então, nunca mais parei. Com 16 anos eu já tocava muito em bandas e, mais tarde, adotei a música como profissão.

E a escolha da música como profissão, como se deu?
É curioso, pois, de algum modo, eu sempre tive a certeza de que construiria minha vida através da música. Hoje a minha família, amigos, tudo veio através dela. Vivo música, do momento em que acordo, até a hora de dormir.

Quando você começou a tocar, o que mais te encantou na música?
Eu era muito curioso, principalmente por conhecer como a música realmente funcionava, a parte harmônica, de onde vinham os acordes. Como na época eu não tinha acesso a muitas informações e tudo o que eu tinha eram canetas e folhas em branco, fui descobrindo na prática, estudando, rabiscando, me esforçando para encontrar e formar teorias.

Atualmente os iniciantes na música têm acesso a várias ferramentas de aprendizagem, como softwares e cifras. Você acha que isso influencia o músico que está se formando?
Com certeza. Antigamente, quando se queria aprender alguma canção, o músico a ouvia inúmeras vezes e isso o deixava com um ouvido apurado e sensível. Qualquer nota fora de escala era percebida na hora da execução. Hoje, o pessoal pega tudo pronto na internet e a impressão que fica, muitas vezes, é que eles estão tocando apenas uma “sequência de notas”, sem realmente sentir a música. Isso acaba deixando o “tocar a música” muito mecânico. Até no momento de ouvir as pessoas mudaram seus hábitos. Antes ouvíamos um álbum inteiro e buscávamos saber mais sobre a banda, as músicas, as influências e, agora, pegamos uma ou duas músicas de cada grupo e saímos ouvindo, simplesmente.

Como surgiu o Cordas Vivas?
Sempre quis integrar meus alunos em uma mesma atividade, onde eles executassem uma música com profissionalismo e tivessem a consciência de que seu trabalho influenciaria no dos demais. Hoje estamos na 18ª edição e o evento é uma soma de forças, onde vários músicos se empenham em um trabalho beneficente.

Quais seus planos profissionais?
Terminar a construção do meu estúdio com todas as suas salas de gravação e me manter dando aula. Meu foco é ser um bom professor, passar minha música adiante e sempre estar presente aos alunos quando eles precisarem de mim.

Qual seu instrumento preferido?
A guitarra, pela sua energia e por possibilitar a criação de vários sons. Ela sempre se reinventa, seja em timbres ou técnicas para se tocar.

Como você se define?
Um homem realizado, por ter feito da minha vida o que eu quis e não o que escolheram para mim.

O que gosta de fazer nas horas vagas?
Ficar com minha família, curtindo minha esposa e filha.

O que você acha de Taquara?
Já vivi em várias cidades, como Igrejinha, Novo Hamburgo e Araranguá, mas Taquara é meu lar. Ainda que eu vá morar em outro lugar, aqui sempre será o ponto onde encontrei a paz e o respeito que sempre procurei.

“Que ninguém desanime quando alguém quiser tirar seu sonho, dizer que ele não dará certo. Se você realmente quiser algo, deve correr atrás, pois ninguém o fará por você.”

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